30.4.15

Interacções familiares

Mãe: Quem é que tens na tua cama? (está desfeita e deve ter um alto algures, sei lá)
Eu: Um gajo bom.
Mãe: Ele ao menos podia ajudar aqui em casa... Ele gosta de aspirador?
Eu: Não, mas gosta de chupar.

Fraquinhos...

Tenho um fraquinho por gajos mais velhos... como este.

Updates no estado de saúde

Quem é que hoje dormiu mal? Fui eu, yay!
Mas não era isso que vinha dizer: quem é que hoje já conseguiu dormir sobre o lado direito do corpo e encostar a bochecha direita à almofada? Pois, eu!
Já tirei o gesso, o que é bom, mas preciso de fisioterapia, porque tenho o braço mais perro que sei lá o quê!
O pólo superior do meu rim continua sem funcionar, mas a parte inferior está a funcionar e o hematoma está a reduzir. Portanto, há que ter paciência e deixar o organismo actuar.
O meu não aconselha voltar para Lisboa, para o ambiente académico (leia-se, aulas, porque os exames, vou ter que os fazer, não é -.-'), mas depois da fisioterapia e de ter o braço a funcionar em condições eu vou voltar. Estou a contar ir mais ou menos a meio de Maio... É que não aguento estar mais tempo aqui, juro! Para além de que tenho saudades de certas pessoas e...

29.4.15

Despir skinny jeans tem ciência

Eu adoro usar skinny jean. Sou magro, portanto, ficam-me bem e gosto de ver o meu rabo nelas.
Acontece que, nestes últimos tempos, dado ter o braço partido, a minha mãe me tem dado uma ajuda a vestir e a despir... Quando chega a altura de tirar as calças, ela, para ajudar, pega no fundo e começa a puxar. Mas, não é assim que se tiram skinny jeans!! Se eu ainda não as puxei do joelho para baixo, todo o outro puxar só as vai estragar.

Hoje queria fazer o mesmo. Já não era a primeira vez e eu tive de lhe dizer: "Bolas, mas porque é que toda a gente insiste em me tirar as calças dessa maneira? Assim não dá, não é assim que se faz."
Não é toda a gente, mas aconteceu algumas vezes, com o mesmo menino.

A minha mãe ficou a olhar para mim espantada e depois a rir-se, enquanto eu tentava desviar o assunto... Creio que me queria perguntar quem é que era essa gente.

27.4.15

Há sempre que desconfiar quando vos querem levar a um sítio que...


TARDIS*

Hoje decidi por toda a leitura de blogs em dia. Descobri que o reader que uso me marca como lidos os posts com mais de um mês, mas no worries, li tudo!



Estava a ler este post do James e fui ouvir a música. Panic! At The Disco levam-me para a estação de comboios da cidade, com o meu primeiro namorado ao lado, sentados na sala à espera de uma amiga nossa para passar uns dias e a ouvir justamente esta banda no mp3 dele. Era Verão e nós éramos outros.

*porque é uma maquina do tempo (e não só) e porque eu sou um nerd/geek/o que quiserem e este é um post para recordar cenas

26.4.15

Porque não tem sido fácil

Estou a ter uma crise existencial e estou carente, tanto de pila, como de miminhos. Em suma, já tive domingos melhores e dias melhores.

19.4.15

Isto é a vida

Num momento estás em casa a estudar, a aproveitar as férias para por tudo em dia e conseguir passar nas frequências, e no outro estás numa maca nas urgências, encolhido de dor. Isto é a vida.

A minha mãe sempre disse que tínhamos de viver um dia de cada vez (e bem que ela o sabe!), sem grandes planos e combinações, mas eu nunca consegui perceber isso. Eu preciso de saber o que vou fazer amanhã, preciso que os meus dias sejam minimamente planeados, mesmo que nunca consiga cumprir esse plano. 
Agora a minha vida está parada e eu estou nesta cama de hospital a pensar se chegarei a sair daqui pelo meu pé. Tenho um osso rachado no braço e um hematoma num rim, que está em risco. Repouso absoluto. 

Felizmente, o rim já funciona qualquer coisa e agora é preciso tempo. Felizmente, saí do hospital pelo meu pé, com melhor cara e postura do que quando entrei. Já estou em casa, depois de 17 dias de internamento. 

Enquanto estive no hospital nunca tinha pensado verdadeiramente no quão limitado estou por ter um braço inutilizado. Não posso lavar a loiça, cortar a carne ou arranjar o peixe sozinho, preparar-me sozinho para o banho (preciso que alguém me coloque um saco de plástico na zona do gesso), atar o que quer que seja, despir um casaco e mais umas quantas coisas por causa do braço ao peito. Ler um livro ou escrever no computador não dá jeito, porque só tenho uma mão e canso-me. Estou muito dependente de alguém de uma maneira que não estava já há muitos anos e isso faz-me sentir tão mal! Só posso dormir para o lado do gesso, porque este vai até acima do cotovelo, pelo que tem de ficar apoiado sem fazer muita força.
Não posso fazer esforços, nem convém andar de carro por causa do rim. Hoje fui dar uma voltinha à cidade e só a viagem de carro me deixou com uma dor na zona do rim... 

Estou de atestado médico e não sei quando posso regressar a Lisboa e à faculdade. Tenho tantas saudades da minha segunda casa e dos meus amigos. Entretanto vou estudando em casa, tentar salvar o semestre, porque faltei a 3 frequências e os meus exames vão ser para 20 e tenho 7 cadeiras este semestre. 

Estou farto disto. Só penso no momento em que dei conta que ia cair da bicicleta... Não estava a contar com isto.