24.2.15

A barbearia e a manifestação

Eu sou feminista. Eu não concordo com a manifestação à barbearia que só deixa deixa entrar homens e cães.

Se por um lado, esta imagem reduz a mulher a um ser inferior a um cão, por outro lado é um dos melhores actos de marketing, porque fez com que a abertura desta barbearia, que de outro modo passaria despercebida, andasse na boca do mundo e aparecesse nos jornais. Tudo bem que a publicidade pode não ser boa mas, hey, não houve alguém que disse que não há cá nada disso de publicidade boa e má, apenas publicidade, que o que interessa é ser-se falado? Pois.
De qualquer maneira, custa-me ver a questão por esta perspectiva.

Já li alguns argumentos de homens que também não concordam com a manifestação (cujo vídeo podem ver AQUI), mas alguns dos argumentos que utilizam acabam por não ser válidos devido a uma série de coisas.
A ser assim, também vou invadir um daqueles ginásios que só permite mulheres.
Pois, mas tu, meu amigo, não tens medo de ser assediado no ginásio, nem, digamos, corres esse perigo. As mulheres sim e se esses ginásios existem é porque já aconteceram situações dessas. Não tornemos isto uma questão centrada nos homens, por favor.

Na Arábia Saudita onde as mulheres não podem fazer quase nada, é que vocês não protestam, não é? Deixem-se de mesquinhices e lutem pelo que é realmente importante!
Isto é o mesmo que dizer que quaisquer questões que não sejam relacionadas com a fome mundial são mesquinhas, porque, na verdade, o mais importante acima de tudo é garantir que toda a gente não passe fome. Portanto, quaisquer outras questões, como direitos humanos, economia e afins não são o principal e devíamos era lutar para que os meninos no nossos país, em África e no resto do mundo não passem fome. (Houve muita gente a utilizar o argumento "há assuntos mais importantes" na altura do alargamento do casamento para toda a gente e outra vez aquando da votação da co-adopção e da adopção plena para todos). No entanto, a questão é: o que é que é realmente importante?

Se as mulheres querem igualdade, porque é que elas podem entrar na disco à borla e os homens não?
Perguntar isto é só estúpido, porque, é sabido que existe desigualdade salarial entre homens e mulheres, favorecendo os homens, depois, tem um pouco a ver com os homens heterossexuais. Lá está, outra campanha de marketing: uma discoteca cheia de "gajas" vai atrair mais homens, que vão comprar mais bebidas para engatar "gajas".

Contudo, é verdade que existem feministas (mulheres) nazis, cujo objectivo é fazer de tudo para ir contra os homens, nomeadamente dizendo para as mulheres não se depilarem, porque isso é só para o agrado dos homens e eles são uns porcos egocêntricos e machistas. Mais uma vez, volta-se a centrar o assunto nos homens e não nas mulheres. Então e aquilo que cada mulher quer? Então e se uma mulher gostar de se depilar, porque se sente bem com ela própria? E se se gostar de maquilhar pela mesma razão? E mesmo que seja para agradar aos homens, é a escolha dessa mulher e o luta-se pela também por isso, não só pela igualdade entre os géneros, mas também pela liberdade de escolha!

Contínuo sem saber bem o que pensar acerca disto. Sei que não concordo com a manifestação (e, de facto, toda esta agitação em torno da barbearia, só lhe tem trazido mais publicidade), no entanto, não podemos agir do género "se não falo no problema, o problema não existe", porque ele é real, está lá, mas mesmo assim...

Outro dos argumentos é: se as mulheres não têm barba, porque é que querem ir a uma barbearia? Mas é muito mais que isto...

Thoughts?

23.2.15

Achei a cerimónia chocha... Estava à espera de mais do NPH, mas os comentadores da SIC também estragaram a cerimónia

Ganhou Birdman. Uma merda!

O discurso do argumentista do Imitation Game foi lindo! É para isto que se devem usar os discursos!

A Lady Gaga arrasou nos Oscars!

O discurso do John Legend foi poderoso! Esse e o da Patricia Arquette

O momento em que Indina Menzel chama o Travolta ao palco é priceless!

Porque eu também me sei rir dos meus ídolos

Isto está bom demais!! HAHA

A Cate Blanchett está linda, mas não encontro imagem. Aquele colar azul fica ali tão bem!!!

Diva II

Lady Gaga. Se ela perdesse as luvas, ficava tudo tão melhor...

Diva

Meryl Streep (how disappointing)

22.2.15

Prettiest gays on the Red Carpet

O casal da noite

When in doubt...

Meryl Streep no ano passado

Patricia Arquette este ano

And the Oscar goes to...

Ora, assim de repente:
Melhor filme para Boyhood (o Birdman é o outro que está em melhor posição, mas não gostei do filme)
Melhor actor Eddie Redmayne
Melhor actriz Juliane Moore
Actor secundário J.K Simmons
Actriz secundária Patricia Arquette (ou Emma Stone, pouco provável) (a Meryl não ganha este ano... outra vez!)

E é isto.
Interstellar devia ter mais nomeações, como melhor realizador, melhor argumento, melhor filme... Enfim, espero que ganhe pelo menos todos os Oscars técnicos a que está nomeado, é um filme brilhante!

21.2.15

I'M BORED, GODDAMMIT!

Tenho dado por mim a ser tão judgmental... Eu não era assim, mas agora dou por mim a julgar as pessoas pelos filmes que vêem, música que ouvem, livros que lêem... you name it.
Ou é isso, ou é uma sensação de que toda a gente é aborrecida e me aborrece de morte (isto, porque eu sou muito aborrecido e não me consigo entreter a mim próprio... well, até consigo, mas não dá para estar toda a hora nisso).

Claramente já não sei estar de férias, mas o semestre que se avizinha vai ser horrível, por isso nem sei o que é melhor.

18.2.15

Quick Note

Não tenho tido muita paciência para por as leituras dos blogs em dia, desculpem. Prometo que vou fazer isso e deixar comentários, mas tenho andado a aproveitar para pôr as leituras e os filmes para os Oscars em dia.

11.2.15

Porque eu sou assim

Incomoda-me o facto de as pessoas ficarem surpreendidas por eu não beber álcool, principalmente, as pessoas da minha idade. Perguntam-me se é por motivos de religião (não, considero-me ateu), ou de saúde (não, sou perfeitamente saudável) ou se é outra condição qualquer e nunca põem sequer em hipótese o facto de eu não beber álcool por convicção própria, por achar que não me faz falta.
Para muitos, chega ali uma idade em que começam a beber e isso é o que faz deles mais crescidos, mais adultos (e vem também o tabaco e afins), é aquele pormenor que faz a diferença, é ali que começa a transição. E depois isso torna-se parte essencial da diversão, porque, aparentemente, a companhia e o ambiente não são suficientes (o que, na verdade, é depreciativo, tanto para a companhia, como para o ambiente). Desculpem lá se não preciso disso, sim? 

Uma parte das escolhas que fiz na vida foram no sentido de nunca ser um desses homens encostados ao balcão. (...) também me custava, com onze, doze, treze, catorze anos ter de convencer o Cosme a não conduzir o carro, apesar das ruas desertas e ter de ampará-lo, muito maior do que eu, com mais corpo; custava-me perder-lhe o respeito. in "Livro", José Luís Peixoto

9.2.15

Donzela em apuros

Vocês sabem que eu odeio insectos, vá, bicharocos no geral, mas, quando uma donzela está em apuros, um homem tem que por de parte os seus medos e salvá-la, não é verdade?
Pois bem, estava eu na cozinha com uma rapariga e eis que ela me desata aos gritos! Eu assustei-me, porque, do nada, ela começou a gritar e eu não estava a perceber o que era. Era uma aranha! UMA ARANHA! EU ODEIO ARANHAS! Por pouco não tive a mesma reacção que ela, mas deixei a minha bicha interior de lado e saquei do meu lado machão e disse para ela não se preocupar: peguei num papel e apanhei a aranha. Pronto, simples assim.
Ew, mas eu odeio aranhas, tanto, mas tanto, valha-me deus, nem sei como não fugi dali...
Oh well, valeu a pena pelo facto de ela me dizer que tinha sido o herói dela e quando ela soube que eu não gostava de aranhas ainda ficou mais agradecida. Tinha tido mais piada se fosse um menino jeitoso e se depois fossemos para o nosso castelo, ser felizes para sempre (tipo Super Mário, mas sem a maçada de ter que salvar a princesa todos os dias).

7.2.15

Excertos

São as pequenas coisas, pensou ele, são sempre as pequenas coisas.
Há umas semanas tinha pensado exactamente na mesma frase, mas num contexto diferente. Eram as pequenas coisas que lhe faziam falta na relação que tinha e que lhe estavam a sugar a felicidade. De que lhe servia dizer que tinha encontrado alguém especial, se continuava a sentir-se sozinho? Se ao seu lado não caminhava ninguém, nunca caminhava ninguém? Faltavam-lhe os carinhos inopinados, o calor do corpo dele e as palavras... 
Eram as pequenas coisas, as coisas insignificantes que por vezes tendemos a desprezar, mas que fazem uma diferença significativa. 
Contudo, hoje, as pequenas coisas que encontrou, foram aquelas que nunca soube que lhe faltavam: o vento a bater-lhe no rosto, o sol de encontro aos olhos, o caminhar lentamente, despreocupadamente, o aceno de um estranho e o sorriso em resposta que se lhe seguiu... E a solidão, por incrível que pareça. 
Ele e os seus pensamentos passearam-se junto ao rio; ia sozinho, no meio de tanta gente acompanhada, no entanto, sentia-se leve e feliz. Nem por um momento sentiu pena de si mesmo, pois era uma realidade que já tinha aceitado há muito tempo. Aliás, o único futuro que ele via para si mesmo, não incluía mais ninguém na vida dele, a não ser os amigos que ia cultivando e a família que ainda tinha e mesmo assim... 
Há já muito tempo que não passava tempo de qualidade sozinho, mas sentiu-se satisfeito por ter decidido sair de casa. Lá está, são sempre as pequenas coisas. 

2.2.15

Situações insólitas

A partir do momento em que a governanta da minha residência (que é funcionária pública) diz a uma das empregadas (a mais nova em termos de longevidade a trabalhar aqui) que limpa demais e que tem que começar a olhar mais para o lado (e a pobre coitada da empregada diz que não consegue fazer isso), faz-me pensar que (na função pública pelo menos) os papéis de quem manda e de quem é mandado estão invertidos, por vezes.
Muitas das vezes quem manda, impede quem é mandado de se esforçar a 100% e isso é triste.

Bom dia


Hoje acordei com isto na cabeça...