27.11.14

Current State of Mind

Vim passar o fim de semana a casa. Sem aulas à Sexta e com umas trocas de aulas, consegui vir hoje. Já cá não vinha há um mês.
Decidi dedicar a noite à leitura de blogues, coisa que já não faço há algum tempo e que devia fazer mais frequentemente, para evitar acumular 300 e tal posts. Depois custa ler tudo de seguida...
Enfim.
Ainda não li tudo, devo ir a metade, mas um dos temas recorrentes tem sido o amor.

Eu já estou solteiro à uma data de meses, não que os ande a contar. Tem alturas em que me sinto sozinho, carente. É nestas alturas em que penso que era preferível não ter amigos, porque aí sim: a sensação de solidão era justificada. Pensamentos parvos, eu sei. Mas há outras alturas em que eu não me importo, já estou habituado a estar sozinho. Vão acontecendo algumas coisas físicas e nada mais e eu consigo viver assim... Vivo assim até ao dia em que tenho falta de algo mais profundo do que uma ligação puramente física com alguém.

(Um aparte: tenho andado afastado do blog por preguiça e porque aquilo que gostava de falar parece-me íntimo de mais para eu escrever aqui, quando há pessoas conhecidas a ler isto. O anonimato é uma coisa fantástica... Isto vê-se pela minha relutância em dizer que tenho tido one night stands... Oh well... Mas por acaso, nos últimos meses tem sido mentira. Tenho um amigo colorido, mas eu queria que fosse ainda mais colorido, daí o post. E vou ficar-me por aqui.) 

Li um post sobre o primeiro amor. Quando o perdemos, sentimos que nunca mais vamos voltar a amar da mesma maneira (e não vamos), mas mais do que isso, sentimos que nunca mais vamos encontrar alguém. Bem sei que a culpa foi minha, contudo não posso deixar de me sentir assim (tendo a agravante de que eu dei cabo daquilo tudo). E esse é um dos meus medos. Por um lado, sinto que estou a desperdiçar estes anos (não que seja culpa minha), por outro lado, tenho medo de acabar sozinho... Este mundo (gay, entenda-se) é uma cena muito complicada. E se houve algo que aprendi este ano é que não se pode confiar em ninguém. I mean, a quantidade de gente que já meteu conversa comigo a querer sexo e que tinha namorado... Outro dos meus medos: não conseguir voltar a confiar plenamente em ninguém, para uma relação. É triste. Eu sou triste.

That was it, I guess.

6 comentários:

Miguel R disse...

Tens tendência a ser muito pessimista nestes assuntos pelo que vejo, e acho que não o consegues evitar.

Confiar nas pessoas é muito subjectivo, e não é uma coisa gay as pessoas se andarem a encornar umas ás outras.

Quando temos esses medos, há sempre aquela pessoa que nos vai dizer "quando estiveres pronto, encontras alguém" e é sempre muito irritante, mas é um bocado verdade. No teu caso não tanto estar pronto para uma relação, mas mais pronto para não encarares toda a gente com desconfiança e a antecipar uma desilusão.

Falando por mim, eu encaro cada gajo com quem me envolvo - ou uma grande maioria - , como um possível amor.
Algumas vezes engano me e desiludo-me e são uns trafulhas e outras simplesmente não resulta mas são pessoas porreiras mas nem por isso perco a esperança.
Ele anda por aí algures e não é por ser um "mundo gay" que as probabilidades são automaticamente mais reduzidas - tirando o pormenor de sermos só 10% da humanidade xD.

Se te fechares em copas, provavelmente não encontras ninguém, porque não deixas que as pessoas te vejam.

AdamWilde disse...

Provavelmente é isso. Mas já estou habituado a estar fechado em copas que não sei como jogar com os outros naipes.

Ricardo Costa disse...

Concordo quando dizes que achas que é complicado, eu também acho este meio complicado mas não julgo ninguém porque todos temos um passado e muitos com algumas magoas que fazem ser frios nas relações ou mais difíceis de se relacionar.
Mas não gostei foi de ler uma das ultimas coisas que escreveste, porque não podes cair no abismo de te achar triste. És como és, tens a tua personalidade e carácter. Trata de arrebitar e levantar o astral para poderes conseguir dar a outra pessoa o melhor de ti :) Só é possível gostarmos por completo de outra pessoa quando primeiro gostamos de nós!
Um abraço :)

Leonel S. disse...

Relativamente aos blogs, eu, ao contrario de ti, ando demasiadas vezes/tempo por cá. Tenho que me disciplinar.
Quanto aos sentimentos, não me leves a mal mas vê-se que ainda és muito novo. Esses incertezas, medos e tristezas são normais quando somos novos. Alegra-te que a vida ainda tem muito a oferecer.

Horatius disse...

Homem, come mais chocolate, que o chocolate trás alegria. E quando tiveres um namorado, dá-lhe chocolate à boca, que quem disse que o chocolate era para deprimir é um grande anormal... lolol

N a m o r a d o disse...

Não é só no mundo gay acredita.