31.8.14

Six Feet Under

I AM A MAN!

Para ver até ao minuto 4:26. 

P.S: Comecei a ver esta série por causa do Michael C. Hall e fiquei viciado. 

29.8.14

Ultimamente as minhas noites têm sido sempre iguais, desperdiçadas com actividades de natureza leviana. Mas hoje não.
Tomei um banho antes de jantar, arranjei as unhas das mãos, esfreguei creme no corpo todo. Vi um filme e depois decidi ir ler blogs, que há muito que não o fazia e tinha muita coisa em atraso. Tendo Chet Faker como companhia, dou por mim a esta hora a desejar que fosse mais cedo, por um lado, porque ainda não li tudo o que está em atraso, por outro lado porque tenho tentado acordar por volta das 10 da manhã, com cerca de 8 horas de sono, o que faz com que as duas da manhã seja o meu limite.
Mas já sentia falta disto: de estar às escuras no quarto, a ouvir música e a fazer algo de útil no computador. Gosto do silêncio para lá da música, desta quietude, desta solidão. Sou uma criatura da noite, afinal.
Pode-se domar uma criatura, mas nunca se pode tirar a verdadeira natureza do seu espírito, que é o que eu tenho andado a fazer: a domar-me, a acordar de manhã, a horas decentes e não ao meio dia ou depois disso, resultado de uma noite que acabou tarde.

Sophie's Choice


One of the most heartbreaking moments in Hollywood history.

P.S: Acabei agora de ver o filme. Achei-o terrivelmente chato e com muito pouco sentido, contudo, é impossível de negar que a Meryl Streep teve uma performance brilhante (também só vi o filme por ela...).

22.8.14

Uma coisinha rápida sobre um assunto que acho importante

Não sei se já viram nas bancas a Sábado desta semana, mas o tema de capa é "Descobri que o meu marido é gay".
Embora seja uma reportagem interessante (eu já a li), que aborda a vertente feminina da questão e o sofrimento por que estas mulheres passam, acho que se deveria ter focado também nas razões que leva os homens a fazer isto. Isto é, analisar a pressão que os homens recebem para arranjar um emprego, casar e formar família, bem como o facto de que ainda somos demasiado fechados (nós, enquanto sociedade) no que toca a explorar a nossa sexualidade, porque é dito que muitos deles nem sabiam que gostavam de homens!
Como estou de férias e, para variar, me levanto às 10h, tenho ouvido, de vez em quando, o Dr. Quintino Aires (ele pode ser tudo e mais alguma coisa, que sei que há gente que não pode com ele, mas eu gosto de o ouvir e nisto concordo com ele) no Você na TV e o ponto que ele defende sempre, a problemática para onde todas as questões vão desembocar (seja quando ele fala de crimes que aconteceram, seja quando está no consultório aberto) é a falta de educação sexual nas escolas. Precisamos de discutir sobre isto! E não só para termos pessoas esclarecidas e sem medos daquilo que são, mas para que também saibamos construir uma relação! Porque também é preciso de falar de afectos...

18.8.14

É estranho sentir, de cada vez que venho a casa, que isto é cada vez menos a minha casa? 
Mas, então, onde raio pertenço eu?

13.8.14

O sangue

Lembro-me de, há 5 anos atrás, estar no sítio onde estou - a casa da minha tia - a ver a RTP Notícias. O que estava a dar era uma notícia sobre o impedimento de homens que fazem sexo com homens darem sangue. Senti-me tão injustiçado! Embora nessa altura ainda não fizesse parte desse grupo, apercebi-me, pela primeira vez, de que um dia iria fazer parte desse grupo, isto é, pela primeira vez tomei consciência de que gostava de homens, de que era homossexual, e aquela notícia deixou-me triste, porque não tinha noção do tamanho do preconceito a que pessoas como eu estavam sujeitas.
Foi no dia 13 de Julho.
Depois de todo este tempo muita coisa mudou: eu contei à pessoa em quem mais confiava (e confio) no mundo, contei aos meus pais e comecei a aceitar-me e a fazer com que isso fosse a minha arma: sim, sou gay e depois? Hoje não escondo de ninguém: se me perguntarem, não tenho problemas em dizer, se bem que há quem não precise de saber com quem eu vou para a cama.
Enfim, tudo isto, para dizer que ontem voltei a sentir-me injustiçado, quando deu a cena com o casal homossexual da novela da TVI "O Beijo do Escorpião", em que o "mais experiente e homossexual assumido" diz ao namorado, que descobriu que gostava de homens quando descobriu que gostava dele, que não podiam dar sangue porque eram homossexuais.
A reacção dele e a sua revolta também tinham sido as minhas!