1.6.14

Errar, errar, errar

Apetece-me castigar-me por ser estúpido e não aprender à primeira com os erros que cometo. Preciso de repetir o mesmo erros uma e outra vez para perceber que, talvez, não devia fazer as coisas desta forma e mesmo assim, sou capaz de insistir mais um pouco só para ter a certeza.
[A partir daqui é o descalabro total, não se sintam obrigados ler. Apenas tinha que o deitar para fora. Foram avisados.]


No primeiro semestre, foi o que se viu, tirei notas de merda e chumbei a uma cadeira. Este semestre, estou para ver. Ainda que tenha estudado mais ao longo do semestre, não foi suficiente e agora vejo-me assoberbado com toneladas de matéria e exames uns atrás dos outros. Não quero deixar nada para trás e quero tirar boas notas, mas a este ritmo não sei...
Começo a duvidar de mim e das minhas capacidades, juro que não sei como é que vou conseguir passar pelo horroroso mês de Junho, com tanto que tenho de estudar! Eu só quero ter um tempo sem obrigações... Férias, sabeis? Mas não quero desiludir ninguém, especialmente os meus pais.
Acho que as pessoas têm uma imagem de mim que assenta no facto de ser alguém estudioso e que tira boas notas e que gosta de aprender. É verdade, eu gosto de aprender, de saber as coisas, mas odeio ter que ficar fechado o dia todo, a empinar matéria, odeio, odeio, odeio. Odeio decorar...
Estou a entrar em stress, porque vim para casa estudar para o exame de quinta e embora tenha estado a estudar, sinto que os dias se estão a acabar e que já não vou conseguir fazer nada e que foi um erro ter vindo e que não vou conseguir fazer o exame em primeira fase, como tinha planeado e que vou chumbar aos outros todos porque é demasiado para saber em tão pouco tempo e que devia ter-me esforçado mais durante o semestre e que agora já nao vale a pena tentar porque vou falhar e que seria melhor começar do início ou então desistir mesmo porque não fui feito para estudar na universidade e... só digo merda!

Já estive a ouvir uma playlist de fado que criei no spotify e agora descobri uma playlist de jazz no youtube, devido a algo que alguém publicou num blog que andei a ler hoje... Se não fosse a música, já tinha espetado algo na cabeça para ver se a dor passava e se este aperto saía!

6 comentários:

Kyle Phillipe disse...

1º começa mal com isto " Mas não quero desiludir ninguém, especialmente os meus pais." devia dizer "mas não quero desiludir ninguém, especialmente a mim mesmo."
2º cabeça erguida e mantém-te forte.
3º Bom estudo e arrasa!

James Alexander disse...

É uma questão de respirar fundo, dares o teu melhor, e no final, estares de consciência tranquila porque sabes que fizeste tudo o que podias para ser bem sucedido. E se não for à primeira, é à segunda ou terceira ;) Como dizia uma citação cujo autor não me recordo: "Success is not about how many times you fall down, it’s how many times you are able to get back up."

Namorado P.S. disse...

Quando estava no terceiro ano da faculdade ponderei desistir de tudo, porque nada me estava a correr como queria. Tirei uma nota miserável na cadeira principal do curso e pensei no que estava ali a fazer. Mas resolvi continuar e devo dizer-te que no fim, na altura dos balanços finais foi a melhor coisa que fiz na vida. Portanto, a fase em que te encontras julgo ser normal. O segredo, se é que o há, é não desesperar. É encontrar o problema e depois as soluções. Calma. Tudo se resolve. Um grande abraço

Flávio Miguel Matos disse...

Nunca desistir, de nada que aches que para ti vale a pena. Por mais "estalos" que leves. Faz como eu sê irreverente mas não faças o que eu faço hahahahah

Tânia disse...

Tem calma rapaz. A procrastinação é algo natural entre nós, jovens, mas com força tudo se consegue. Não ponderes desistir. Vê pelo que já passaste e pensa que vais conseguir ultrapassar isto também! Porta-te bem!

Horatius disse...

Se desistires agora, todo o esforço até aqui foi em vão. Todos temos momentos em que nos apetece mandar tudo para trás das costas. Mas não pode ser. Se chumbares, não é o fim do mundo. Repetes a disciplina. Não serás nem o primeiro nem o último, e isso não quer dizer que és muito ou pouco inteligente. Quer simplesmente dizer que és humano e não chegas a todo o lado...
Força nisso, homem!