28.6.14

Ele | Desistir | Continuar

Ele não o disse por mal, eu sei que não. E eu também não o levei a peito, mas aquela sua pergunta deixou-me a reflectir, mais uma vez, sobre o tipo de relação que temos.
O que é que eu vou falar com ele?
É certo que já tínhamos falado hoje, contudo, não posso deixar de analisar todas as conversas que tenho com ele, comparando-as com as que tenho com ela. Mesmo estando longe, eu e ela continuamos a falar imenso, creio que até mais, do que quando estávamos mais perto, mas com ele, as coisas não mudaram para melhor: falamos pouco e as nossas conversas por telefone são pontuadas por silêncios constrangedores, em que cada um tenta chegar ao outro, mas falha miseravelmente. Há, por vezes, momentos, em que nos conseguimos ligar, mas são tão raros e tão breves...
Já não é a primeira vez, nem será a última, que escrevo sobre isto, sobre a minha relação com ele. Devia certamente parar de me queixar e tentar agir, mudar as coisas, mas eu sou demasiado como ele, demasiado reservado; os sentimentos são coisas minhas, prefiro guardá-los todos para mim, porque, desse modo ninguém me pode magoar. Mas acabo magoado, quer queira quer não e já devia saber que esta estratégia não funciona, mas... é mais forte que eu!
Não tinha intenção de escrever aqui hoje, sobre isto ou sobre outra coisa qualquer, mas ando preocupado, assustado e hoje, mais do que nunca, abateu-se sobre mim uma solidão imensa. É nestes momentos que só penso em desistir...
Contudo, de alguma forma, arranjo sempre maneira de conseguir ir em frente. Será coragem? Eu penso que não, penso que é, simplesmente, a cobardia de não querer, de não conseguir agir.

2 comentários:

Kyle Phillipe disse...

estou a ler um livro e um dos capítulos é mesmo sobre isso, sobre o facto dos portugueses se sentirem sempre sozinhos.
Cabeça erguida, tudo vai correr bem :)

N a m o r a d o disse...

Força miúdo. Há que (sobre)viver cada dia!