31.5.14

Serei uma pessoa solitária?

No outro dia disseram-me que eu parecia ser um solitário. E, apesar de me ter mostrado chocado e de lhe ter perguntado se era assim que ele me via, a verdade é que também é assim, em certa medida, que me vejo. 

Mais tarde, ainda com a mesma pessoa, disse que queria ficar de férias, não ter obrigações como estudar, mas estar em Lisboa, para poder ir para um sítio sossegado ao ar livre com um livro e ficar a ler até me cansar. A reacção dele foi parecida à dessa senhora aí ao lado, a grande Liz Lemon de 30 Rock, e eu ri-me. Mas a verdade é que isto acontece tantas vezes: eu a fazer planos para sozinho. Ainda na terça-feira fui ao cinema sozinho ver o novo X-Men. Às vezes, simplesmente, não tenho paciência para estar a combinar coisas, as pessoas são complicadas, demoram muito a responder e cansam-me! 

Outra coisa que me aconteceu esta semana e que me fez pensar pensar no quanto gosto de estar sozinho e que me motivou a escrever este post, foi a semana fora que ele foi passar não sei onde, na Europa. Quem é ele? Alguém que conheci, em sítios poucos recomendáveis. Temos "saído" algumas vezes e vamos falando.
Ele é mais velho, mas não muito mais. Se no princípio fiquei encantado por ele, ao ponto de ele me dizer para não me apaixonar por ele, primeiro, devido à diferença de idades, e depois, porque a paixão era uma merda (foi a palavra exacta que ele usou), agora, que estivemos afastados quase uma semana, sem falar quase nada, apercebi-me que não sinto nada de especial por ele e que provavelmente não o vou sentir por mais ninguém e que me sinto fantástico sozinho. Posso estar a exagerar quando digo que não vou sentir algo de especial por mais ninguém, porque não sei o futuro, mas tanto pode acontecer que me apaixone, como pode acontecer que morra amanhã ou algo do género, nunca sabemos.
Agora vocês devem-se estar a perguntar: então mas não és tu que te vens queixar que estás farto de ti próprio, de te aturar e que te sentes muito sozinho? Sim, é verdade, sou eu. Mas vejam que cheguei até aqui, continuo sozinho e já percebi que por vezes tenho umas "crises existenciais" que me fazem duvidar de mim e do meu valor. Quando isso acontece, sei com quem posso contar, para desabafar e para me ajudar a abrir os olhos e a ver que, pelo menos, tenho algum valor para alguém, embora me custe falar sobre aquilo que sinto (o que é um contra-senso, visto que tenho um blog onde falo de mim, mas a dinâmica é diferente).
Em suma, é isto, gosto dos momentos que tenho com os meus amigos e gosto deles de verdade ao ponto de os querer mandar para sítios feios em certas situações, mas adoro todo o tempo que passo comigo e com um livro e com boa música. 

3 comentários:

Horatius disse...

Em filosofia, creio, há uma máxima que diz "O Homem é um Ser eminentemente social". Ou seja, há prazer em viver e em estar sozinho. Contudo, não voltes as costas ao mundo. Conhece pessoas, faz amigos. Namora. São coisas maravilhosas, que jamais farás sozinho. É fantástico ir a uma esplanada numa noite de verão com um grupo de amigos, e na noite seguinte estar fechado em casa a ver um filme. ou ler um livro. Para tudo há um tempo...

Namorado P.S. disse...

Claro que vais sentir. E sabes quando vai acontecer? Quando disseres nunca vou ter ninguém porque vou/quero ficar sozinho o resto da vida. E quando mais te convenceres dessa maneira de pensar, mais depressa chegará o teu príncipe!

Aaron Suzaku disse...

(a liz lemon é uma das minhas personagens femininas favoritas!)

sabes o que eu penso sobre o assunto? quanto mais pensarmos sobre ele, a menos conclusões chegamos. não se ganha nada a pensar se se vai ficar sozinho para sempre ou que não se vai sentir nada especial por alguém, imo, é só tempo perdido :)