22.11.13

Algumas coisas que passam pela minha cabeça

Tenho andado desaparecido, bem sei. Uma vezes por preguiça, outras vezes por falta de tempo. Nem blogues tenho lido, ultimamente, mas quero ver se altero isso!
O curso está a correr bem até agora, aliás, recebi a nota da minha primeira frequência e até que foi boa. Estou a gostar do curso, estou a achar bastante interessante, não que isso que me dê mais vontade para estudar certas coisas, mas, mesmo assim, não me arrependi de ter escolhido este curso. E vocês sabem como foi complicado escolher!...
A minha intenção hoje era mesmo dizer-vos que por vezes me esqueço que tenho 18 anos. Não tem nada a ver com o facto de não crescer nem nada, porque até tenho gostado da experiência de estar a viver longe dos pais e de ter que gerir o dinheiro e assim (excepto de cozinhar, odeio cozinhar, por isso, não o faço), mas sim, com o facto de tudo aquilo que aconteceu nessa semana. Ou melhor, no final dessa semana, porque eu fiz anos numa Segunda-feira e na Sexta-feira fui para casa. Ia celebrar o meu aniversário em casa, com os meus pais e amigos, mas eis que recebo uma notícia que abalou o meu mundo: a morte do meu tio.
Recebi a notícia, fiquei chocado e só pensava que preferia não ir para casa, porque iria encontrar a minha completamente destroçada e eu não sabia lidar com isso. Escusado será dizer que me custou ir ao funeral.
Preferi esquecer essa semana. Tal como fiz com os primeiros tempos em que a minha mãe esteve no hospital depois de ser transplantada.
Sinto que não sou muito próximo de ninguém na minha família, com uma ou outra excepção, mas custa sempre perder alguém que era da família e ainda para mais, com quem se convivia regularmente e que era demasiado novo para ir. O que eu quero dizer é que ele não me era tão próximo como era com as minhas primas e compreendo que a elas lhes tenha custado mais que a mim, mas... Penso nele, por vezes... Lembro-me de coisas simples, da minha infância, quando eu passava mais tempo com ele... E custa-me acreditar que ele simplesmente desapareceu da face da Terra. Não ter podido ver o corpo também não ajudou...
Já passaram quase dois meses.
Desde a morte da minha avó, e depois da morte do meu tio ainda mais, começo a pensar como iria reagir se esta ou aquela pessoa morressem. Mórbido, eu sei, mas... Não consigo evitar.
Acho que faço isto para ver se tenho sentimentos assim tão profundos por alguém, que me leve a chorar descontroladamente por saber que essa pessoa morreu. Ou para saber se tenho mesmo sentimentos e se não ando a fingir sem sequer saber, se simplesmente imito aquilo que vejo à minha volta, acabando por achar este comportamento normal, tanto, que me esqueça que estou a fingir. É, eu penso coisas destas acerca de mim mesmo.
Mas talvez seja um mecanismo de defesa... Desligar da realidade, ser mero observador, para que não possa sair magoado. Não sei...
Já perdi a fiada do raciocínio. Até à próxima.