27.9.13

No outro dia, enquanto almoçava com um dos poucos amigos do meu curso que fiz, fui questionado se não me sentia sozinho, agora que tinha abandonado a praxe. Respondi-lhe que não, nunca estou sozinho desde que tenha um livro e deus sabe que os livros podem ser muito melhores que pessoas!
Eu sou assim.
Acho que já caí em mim e percebi que não posso desistir de mim, de modo "parecer-me" mais com o resto das pessoas, de modo a fazê-las felizes. Eu prefiro um livro, uma série ou um filme, a uma festa com álcool, drogas e tabaco, ou, sem precisar de ir muito longe, sem precisar de exagerar, a uma simples discoteca; não gosto do conceito, da música alta, nem precisa haver substâncias aditivas envolvidas.
Estou só para aqui a divagar, desculpem qualquer coisinha...

A banda sonora deste dia foi...


Grande album, destaco, particularmente, duas músicas, para além dos singles já lançados:



Bom dia, minha gente.
É mau acordar com despertador, tenha ou não este uma música bonita, mas pior é acordar antes da hora pelo clarão da trovoada e logo a seguir pela prova de que o céu estava realmente a cair-nos em cima da cabeça; ouvir a chuva lá fora, enquanto se está tão quentinho na cama e saber que mais tarde ou mais cedo vamos ter que enfrentar o temporal, porque a vida chama e há obrigações a cumprir.
Bem eu queria que ontem já tivesse sido Sexta-feira!

22.9.13

É triste crescer e perceber que as pessoas não são pensávamos que eram, que não são como as víamos com os nossos olhos de criança inocente. Mais triste ainda é essas pessoas serem da família.

20.9.13

Praxe, Anti-Praxe, Praxe, Anti-Praxe

Nunca gostei de praxes.
Nunca gostei que me pintassem ou sujassem ou fizessem qualquer outra coisa degradante, simplesmente por ser novo naquele local de ensino. Desde o meu quinto ano que tenho a ideia formada de que as praxes não prestam e apenas servem para humilhar os recém-chegados para puro deleito dos "mais velhos".
No entanto, acedi a participar da praxe do meu curso da Universidade, para experimentar e também porque, estupidamente, pensei que seria uma forma de auto-exclusão se recusasse participar. Confesso que, desde que ouvi uma amiga minha perguntar-me se iria ser anti-praxe, como se fosse uma coisa horrível, depois de lhe ter dito que não gostava disso, achei que tinha de ser praxado, porque queria ser integrado e porque era assim que as coisas funcionavam. Mas não!

17.9.13

Os primeiros dias na Universidade

Já não escrevia aqui há 10 dias e desde então mudou muita coisa.
Já estou a viver em Lisboa, numa residência com gente porreira, perto da faculdade que até posso ir a pé. Estou a gostar disto, da responsabilidade e da organização necessárias e do ambiente em si.
Tenho ido à praxe, mas amanhã vou tirar o dia de folga, depois de ter passado 3 horas em praxe, hoje. Aquilo é giro e, no meu curso, é bem pacífico - tendo em conta o que já nos outros cursos -, apenas fazemos jogos e assim, para o pessoal se conhecer melhor, mas três horas é muito tempo e eu tenho mais que fazer!
Também já fiz um amigo, graças ao autocolante de Guerra dos Tronos que trago na minha placa de identificação de caloiro. Ele também gosta e começámos a falar nisso. Engraçado como as amizades nascem...
Por falar no autocolante de GoT, personalizei o meu boné de caloiro com uma TARDIS e com o logo do Harry Potter, pode ser que mais alguém goste de Doctor Who e/ou Harry Potter. A TARDIS até ficou bem engraçada, apesar das minhas drawing skills...
É que tenho andado tão viciado na série...!
E agora é isto, que não tenho vontade de escrever algo mais bonitinho e mais bem compostinho. Mas vou dando notícias! =)


7.9.13

Um momento feliz neste blog deprimente

Entrei no curso de Biologia na Universidade de Lisboa. Estou contente, mas tinha quase a certeza que ia entrar, porque tinha média.
Se antes ainda nao estava mentalizado que este ano ia entrar para a Universidade, estou agora a começar a acordar para o facto de que vou viver para Lisboa e isso é... estranho! Embora ainda não esteja completamente ciente de tudo o que isso implicará, começo a sentir um certo medo, não sei explicar, vou deixar a casa dos papás, uma grande parte dos meus amigos - no entanto, muitos vão para Lisboa e um ou outro para a mesma Universidade que eu - e a minha cidade.
Por aquela zona tenho espalhada imensa gente (amigos e família) que me poderão ajudar, se necessitar de algo, mas, mesmo assim, sinto-me receoso. É uma nova etapa, algo grande! Estou muito excitado com isto tudo agora, mas depois...
É estranho ter a minha mãe constantemente a perguntar como me sinto e o que tenho. Ontem disse-me que me fechei num casulo e que se ela não fala, eu também não falo, nem o meu pai. 
Parece que eu e ele somos mais parecidos do que aquilo que eu quero admitir, mas a verdade é que tanto ele como eu não gostamos muito de falar dos nossos sentimentos e preferimos guardá-los para nós. 
Ainda não me abri muito com ela, porque aprendi a fechar-me para evitar certos comentários que ela faz e eu não gosto, mas agradeço o esforço.

P.S: E hoje devem sair os resultados das colocações do Ensino Superior.

5.9.13

O passado volta sempre

Há dois anos escrevi isto:
O que é ser-se normal? É fazer o que a maioria faz? É abdicar de sermos nós mesmos para sermos aceites pela sociedade?
Se é, prefiro ser visto como anormal, prefiro ser olhado de lado e saber que falam de mim nas costas; mas ao menos mantenho-me fiel à minha essência, a mim.
(Na íntegra, aqui.) 
Escrevi-o para o Edu que me dizia que queria ser normal, queria ser como os outros para não ter problemas. E eu respondi-lhe. Respondi-lhe dessa maneira, porque nessa altura era forte.
Mas hoje, dou por mim a querer ser normal, a querer desistir de mim para ser aceite na sociedade; dou por mim a desejar não ser visto como anormal.
Cansei-me de lutar contra a corrente e agora só quero que a corrente me leve, me arraste com ela, me impeça de pensar por mim.