1.8.13

Sem Facebook - Dia 6

Continuo sem perceber se sou eu o mau e o inútil, ou se são eles que não querem ver quem sou.
A minha mãe toma-me por um grande irresponsável e pela pessoa mais inútil neste mundo e no outro. Eu, sinceramente, não sei o que fazer para que ela deixe de dizer as coisas que diz e que me irritam, às vezes, e magoam, outras vezes.
Ela queixa-se de tudo! Queixa-se porque me levanto ás 10.30, queixa-se porque me levanto ao meio dia; queixa-se porque me deito ás 3 da manhã, queixa-se porque me deito à meia noite. Queixa-se, até, porque não sei as notas da única pessoa que ela conhece da minha turma, bem como a sua média, universidades e cursos a que se candidatou e depois diz que ando desatento. Mas esperem! Ando desatento, no geral! Sim, porque as conversas com a minha mãe nunca são normais, seja lá o que isso for, ela tanto está a falar do caso particular, do assunto em si, ou então a generalizar, partindo do tema da conversa, mas por vezes nem tendo muito sentido a generalização com base nesse tema... Confusos? Bem, depois disto, como é que é possível as nossas conversas não degenerarem em discussões?

É, no entanto, uma relação bipolar. Ora estamos a discutir, ora estamos bem. Mas isso deixa-me confuso, somehow, porque não tenho a certeza se ela sabe que me magoou ou não.
Depois, o meu pai... Está ali, na cabeceira da mesa, a comer serenamente, enquanto eu e a minha mãe discutimos. Uma vez ou outra manda-me calar, já chega, diz ele, mas muitas das vezes penso que está a ser injusto, que eu é que tenho razão, no entanto, como sou o mais novo tenho que me calar e respeitar os mais novos. Uma coisa engraçada o respeito, é exigido por todos, embora ninguém se esforce por merecê-lo. Mas falava-vos do meu pai. Ele não é uma pessoa de se expressar muito, excepto, talvez, quando está um pouco tocado, mas tenho reparado que ele faz notar à minha mãe que ela está a, digamos, passar das marcas.
A minha mãe gosta de fazer-se de vítima e eu não gosto disso, porque implica que a tratamos mal e que ela é uma pessoa que vive uma vida miserável, o que não é verdade! E tem sempre um comentário parvo, para não dizer estúpido, a fazer sobre as situações, quando vê que não consegue levar a dela avante. Às vezes cansa ter que conviver que este feitio... E o meu pai faz-lhe ver isso, ás vezes. Eu sei que todos os feitios são complicados e que quando se vive em conjunto é preciso habituarmo-nos uns aos outros, mas é preciso haver cedências...
Ok, sinto que me estou a perder no discurso, vamos avançar.
O penúltimo post foi, de certa forma, um grito de ajuda, a cry for help: o ambiente em casa era (é) péssimo e eu não estava (estou) bem. Contudo, aquele parágrafo sobre uma faca e as minhas veias foi, creio eu, um pouco mal interpretado. Eu não quero infligir dor em mim próprio, quero, na melhor das hipóteses, acabar com ela... Não que pense em suicidar-me, não sei, sinto que tenho coisas para fazer aqui, mas ando tão perdido!
Se o penúltimo post serviu para algo, para além de me ter aliviado um pouco, foi para ver que existem pessoas que se preocupam comigo. Embora estejam longe e, algumas delas, eu nem as conheça, preocupam-se comigo e isso é reconfortante! Agradeço, por isso, todos os comentários e todos os emails.
Por falar em emails, recebi um de uma pessoa conhecida que nem sabia que lia o meu blog, mas, ao ler o seu email ontem, fez-me ficar nostálgico e... feliz.
Preocupa-me a universidade. Se entrar sei que vou para Lisboa, porque apenas me candidatei para lá, mas não sei onde vou ficar, se em casa de familiares, se numa residência para estudantes. Também me continua a preocupar o curso: será que vou gostar, será que é para mim? Mas cada coisa a seu tempo. Primeiro, tenho que esperar pelos resultados e depois... logo se vê.
Parece que este ano não vou ter as férias que costumava ter... Algarve, nem vê-lo e praia, está muito complicado. E deus sabe o quanto me dava jeito sair daqui! Resta-me a piscina da cidade, a qual eu não aprecio, mas vou lá amanhã, porque faz-me bem sair de casa, plus, é o aniversário da minha melhor amiga e já à três anos que ando para ir com ela à piscina. Somos assim, gente estranha, mas estamos bem um para o outro!
Acho que devia voltar para o Facebook... Para além de não saber o que fazer enquanto estou aborrecido a navegar na net, acho que é uma ferramenta indispensável para comunicar com toda a gente.
Oh, deus, não, estou a fraquejar! Enquanto tive Facebook, não comunicava com muita gente, anyway, por isso, acho que passo bem sem ele!

P.S: Ao Anónimo que comentou o penúltimo post: manda-me um email a qualquer altura. ;)

3 comentários:

Aaron Suzaku disse...

eu sei bem como é que custa conviver as vezes com certas pessoas. por acaso com os meus pais isso nunca aconteceu muito porque eu sempre soube impor a minha posição, eles desde sempre deram valor ao que eu digo e à minha opinião, o que é bom. nenhuma decisão lá em casa é tomada sem passar por mim, isto desde praí os meus 16 anos. não é que eu decidisse, mas podia influenciar.

pah, eu sei que deve irritar muito mas a solução passa mesmo por ouvir, comer e seguir. não ligues, não respondas, o desprezo vai começar a afectar a tua mãe até que a dada altura ela vai deixar de se queixar pois não dás valor às queixas.

e pensa que daqui a pouco também estás fora de casa segundo percebi.

força rapaz! abraço

Kyle Phillipe disse...

Olha amanhã a minha conta é eliminada permanentemente ou seja, completo os 14 dias. Não custou muito :)

rapaz blogger disse...

Este teu texto, de certa forma faz-me lembrar ( e mmuito), uma fase da minha vida.

Stresses com a familia é muito normal, é so ter calma e paciencia e as coisas ultrapassa-se. Universidade a porta, foca-te nisso. vai ser um bom tempo acredita ;)