12.6.13

Sobre o Crato e as suas crati(ni)ces

E a modes que ando aqui irritado por ter um ministro finca-pé, que não cede, mesmo que isso possa prejudicar os alunos, ele que só pensa nos alunos (ui, grande dose de ironia que vos servi agora!), a liderar o "meu" Ministério.
Na minha opinião, que vale o que vale, o exame deveria ser alterado. Há um pré-aviso de greve, se os professores decidirem avançar com a greve ao exame, o mesmo pode-se realizar em alguns estabelecimentos e não se realizar noutros, ou até mesmo dentro de um estabelecimento, em que se pode dar o caso de não existirem professores suficientes para todas as salas. Se isto suceder, faz-se o exame? Acontece que, se se fizer o exame acaba-se com o seu objectivo, que é por os alunos em pé de igualdade, realizando uma prova igual para todos, à mesma hora, em todo país. Mas, se nuns lado se fizer e noutros não, acaba-se com essa igualdade.
De facto, ao colocar os alunos numa situação destas o excelentíssimo, competentíssimo e muy digníssimo senhor ministro (xii, agora é sarcasmo!) não está a proteger os alunos! Antes, está a criar uma situação confusa e infantil, que só vai é prejudicar os alunos, como eu.
Apesar de toda esta situação me poder vir a prejudicar de alguma forma, eu concordo e apoio a luta dos professores, porque não se pode querer manter a mesma qualidade de ensino, quando este está a ser constantemente alvo de cortes... nas pernas!
Nem vale a pena dizer mais nada...

3 comentários:

Anónimo disse...

Quem não fizer na segunda sempre tem a 2.ª fase.

Anónimo disse...

Meu caro, os professores têm melhores e mais eficientes formas de se manifestar. Não me parece que fazer em greve num dia que se propõe a testar o trabalho que desenvolveram ao longo de 2/3 anos seja a melhor forma de reivindicar qualquer tipo de direito. O ministro pouco poderá fazer, visto que ceder aqui abriria precedentes para ceder a chantagens infantis que ultrapassam já agora os limites morais da profissão de professor. É uma pena que pessoas que na altura em que o Estado começou a esbanjar dinheiro ainda não eram nascidas, estejam a pagar o preço sob a forma de incerteza, confusão e mal estar num momento que - no caso de muitos - vai definir o resto das suas vidas.

AdamWilde disse...

Caros Anónimos, primeiramente há que perceber, por um lado, que segunda a fase de exames só permite o acesso à segunda fase de candidaturas da Universidade e todos sabemos, creio eu, que isso comporta; por outro lado, segundo a legislação em vigor, quem não for à primeira fase, não pode ir à segunda. No entanto, o ministro já falou em segundas chamadas e outras alternativas que, a seu tempo seriam definidas(e eu acho uma piada, porque o tempo deveria ser antes do exame e não depois...)!
Em segundo lugar, os professores têm-se vindo a manifestar de forma mais ou menos pacífica ao longo do tempo, com grandes manifestações e greves gerais em dias normais, cujo resultado era uma discussão entre sindicatos e governo sobre os números da greve e nunca sobre aquilo por que se estava a lutar. Encarando este panorama, parece-me razoável que, uma vez se terem deteriorado as condições do ensino e do trabalho dos professores funcionários públicos, os mesmos partam para uma greve, primeiro, às avaliações e depois ao primeiro dia de Exames. Se as greves anteriores em dias normais nunca funcionaram, porque haveriam de funcionar agora, com um ministro que se mostra tão intransigente?
Deste modo, os professores partiram para uma greve num dia decisivo, causando, claro, alguns transtornos e inconvenientes.
Mas houve uma altura em que o Ministério da Educação passou a ser também ele o causador de toda a agitação em torno dos exame do dia 17, ao não querer adiar a data dos exames previstos para esse dia e ao deixar que a realização dos mesmos ficasse sujeita à consciência de dever que cada docente tem.
Eu, que sou aluno, estou do lado dos professores, porque há medidas do governo que me afectaram directamente este ano, como por exemplo, o corte de horas de certas disciplinas, mas a manutenção do mesmo programa, e me prejudicaram a aprendizagem. Quando essas medidas foram tomadas, onde estava a consideração pelos alunos?