29.3.13

Fred Astaire is the man for you!

[San Cisco - Fred Astaire]

Adoro isto, adoro, adoro, adoro! Não consigo ficar quieto, sempre que ponho isto a tocar.

27.3.13

Londres #1


Londres vive-se através dos sentidos: sente-se no frio que se entranha nos ossos e nos enregela as mãos, vê-se através da pluralidade de cores e formas, do antigo e do moderno, ouve-se na variedade de línguas que se escutam numa simples viagem de metro, saboreia-se no chá quente, que nos aquece por dentro, enquanto o frio nos congela por fora e, por fim, cheira-se nos cozinhados provenientes de todo o mundo e reunidos ali.
Londres é uma cidade multicultural e profundamente rica por causa disso! Os indianos são quem abunda, mas existem pessoas de outras paragens (americanos, holandeses, alemães, noruegueses, nuestros hermanos espanhóis e até libaneses, como o era o recepcionista do hostel onde ficámos) que dão um toque exótico e mais solto a toda aquela formalidade e rigidez.
Para um provinciano como eu, sair deste fim do mundo e parar em Piccadilly Circus é coisa para causar um profundo choque, do qual não se recupera facilmente. A cor, a luz, as pessoas, é tudo tão diferente! Mesmo em Lisboa, que, achava eu, é uma cidade grande e desenvolvida, não se vê esta cor e energia; lá, em terras de Sua Majestade, as pessoas parecem mais simpáticas, bem-humoradas e, principalmente, mais bem-educadas! Em Lisboa (não ouso comparar a minha pequena cidade do interior à grande metrópole capital de Londres), as pessoas são mais carrancudas, menos simpáticas e menos acolhedoras.

25.3.13

Já cheguei, in one piece, mas só amanhã é que vos conto coisinhas. Cheguei ontem de Londres, consegui perder o último autocarro para casa, consegui perder o primeiro de hoje, pelo que só cheguei às duas da tarde a casa... Vou arrumar as coisas, por séries em dia, descansar e amanhã falamos! =)

16.3.13

Viagem de Finalistas

É AMANHÃÃÃ!!!! Amanhã começa, oficialmente, a minha viagem de finalistas e eu estou super nervoso!
Gostava de dizer assim alguma coisa mais interessante, mas é isto... Apanho o comboio para Lisboa, de manhã, vou almoçar a casa dos meus tios, dormir numa casa com o resto do grupo e siga para o Aeroporto às 7 da manhã.
Se puder, durante a semana, venho aqui fazer uns updates, senão, até à próxima segunda-feira! =)

14.3.13

TORTURA!

Combinámos às 9 horas. Eram 9h05 quando eu cheguei e ainda não estava lá ninguém. Esperei dois ou três minutos e ninguém chegou. De repente, sinto alguém atrás de mim, uma mão e depois outra agarraram-me e controlaram-me enquanto me debatia contra aquele abraço de ferro.
Acordei numa maca, numa sala muito iluminada, sem roupa. Assim que abri os olhos começaram logo a espalhar algo quente e pegajoso pelo meu corpo, não consegui ver o que era, pois estava deitado e preso, pelo que não conseguia levantar a cabeça mais do que 1 centímetro.
Arrancaram a substância quente e pegajosa da minha pele. Gritei. O que é que tu sabes?, perguntaram eles, Não sei nada, por favor!, respondi eu. Resposta errada: a substância foi de novo aplicada à minha perna e arrancada, quase levando pele atrás. NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!, gritei. Não parecia existir vivalma nas redondezas, caso contrário teriam acorrido a tamanho berro.
Conta-nos tudo aquilo que queremos saber e deixamos-te ir.
Mas eu não sei nada, respondi-lhes por entre soluços, Não sei nada, por favor, não sei nada!, desatei a chorar.
Outra dose daquela substância quente e pegajosa foi aplicada, e outra logo a seguir, sendo retiradas logo a seguir sem dó nem piedade, sem palavras. A dor era tão intensa que perdi os sentidos, não sei quanto tempo fiquei inconsciente, mas quando acordei, a substância quente voltou a ser arrancada da minha pele e foi aí que soube que estava tudo perdido, ia morrer ali, triste fim, para uma vida ainda tão curta. A menos que...

13.3.13

Countdown


Parto no Domingo para Lisboa e Segunda-feira às 9h tenho voo marcado para Londres. 
Já falta muito pouco! 

11.3.13

Cogito Ergo Sum

É um livro genial que coloca a vida depois da morte sob 40 perspectivas.
E se na vida depois da morte houvesse um desdobramento do nosso ser em todas as nossas idades? Esta é uma das perspectivas analisadas, num livro que prima pelo brilhantismo e pela simplicidade com que é lido.
No entanto, daqui a uns anos, quando voltar a ler este livro novamente, o que seguramente farei, vou ter um outro entendimento e mais experiência para apreciar este livro de maneira diferente!

O próximo livro que vou ler será bastante adequado para levar a Londres: Uma Morte Súbita.

8.3.13

A Mentira Sagrada

Um livro absolutamente fantástico e inteligente. Enquanto vagueamos por uma história onde nada nem ninguém parece ser o que é e onde todos têm motivos ocultos, descobrimos segredos escondidos pelo Vaticano e algumas das conspirações que por lá existem.
Descobri ser o segundo volume de uma série de aventuras protagonizadas por Rafael Santini e Sarah Monteiro, sendo que o primeiro, creio eu, é "O Último Papa" e o terceiro, quase a ser lançado, é "A Filha do Papa".
Embora nenhuma das histórias esteja ligada intrinsecamente a qualquer outra, as personagens  neste livro, já se conheciam do anterior e existem referencias a isso, no entanto, não compromete a história. Também no final deste "A Mentira Sagrada" se faz referencia ao tema do próximo livro.

Confesso, no entanto, que já estou um bocado cansado deste tipo de livros. Sim, a emoção das rviravoltas a cada virar de página é fantástica, mas já não me dá tanto gozo como dava há uns anos... Sei lá, acho que estou a ficar demasiado velho para apanhar sustos, com estas mudanças repentinas na história. Isto para dizer que não pretendo ler os outros livros que mencionei acima.
Agora, o livro que eu ando a ler (que está ali ao lado e que tem um título para lá de intelectual) é, exactamente, para lá de fantástico! É um livro que vou querer, certamente, reler.

3.3.13

Eu gostava de ser mais...

Eu gostava de ser mais espontâneo. Chegar e dizer tudo, sem falar, num simples abraço, capaz de abarcar todo o mundo, por ser tão grande, e tão apertado, que nada mais lá coubesse a não ser tu e eu. De ligar e dizer "gosto muito de ti" e do outro lado responderem-me com voz ensonada "anh?", gosto muito de ti, foi isso que disse à pouco e que não percebeste, pudera, é de madrugada e há gente a dormir ao lado, tenho que falar baixo. Não o repeti quando me perguntaste o que tinha dito, porque sou assim, tenho medo...
Gostava, por isso, de ser mais destemido. Abrir o coração, deixar a razão de lado e dizer o que sinto, não importa o que acontece depois, desde que saibas o que sinto agora.
E também gostava de ser mais poderoso. Mais poderoso, por oposição a impotente; de não me ficar por um simples "eu sei": porque eu sei que sei e tu sabes que eu sei que sei! Ser mais poderoso, mais pro-activo: agir, lutar por ti, por mim, por nós.
Não será a mesma coisa, nunca será a mesma coisa. Apesar de a Terra girar em torno de si própria e em torno do Sol e de passar sempre pelos mesmos sítios, de tempos a tempos, não significa que a própria Terra, em si, esteja igual, ou sequer tudo o resto! Nunca nada será igual ao que era antes, por mais que queiramos tudo muda, nós, os outros, o que nos rodeia, nada permanece igual. E assim, eu e tu, fomos afastados por um mar de mudança, eu aqui e tu aí, além, lá, longe, distante, inatingível e eu tentava perceber, acompanhar a mudança, com medo de te deixar para trás e a deixar-te mesmo para trás. Eu mudei, tu mudaste, crescemos, isso é bom!
Num mundo perfeito, nunca deixaríamos um mar separar-nos, mas, ao invés, nadaríamos juntos em direcção ao infinitamente longe, ao febril horizonte.
Eu gostava de ser mais, mas sou assim. E vou lutar por nós.
Pela primeira vez este ano, não tenho nenhum blog por ler... Uff!

Eras tu desse lado e eu não estava contigo,
Outrora éramos nós, um só, agora dois seres perdidos para sempre...
Encontrámo-nos perdidos e sozinhos
E assim vivemos juntos, por muitos e longos meses,
Mas a Noite chegou, e eu nunca mais te vi.
Agora vivo perdido sem saber de ti,
Tu vives perdida sem saber de mim,
E os dois vivemos sozinhos, sem saber um do outro.

Talvez um dia amanheça e a luz me ajude a encontrar-te,
Talvez um dia possamos voltar a viver juntos, perdidos e sozinhos,
Talvez um dia eu te consiga compreender na tua imensidão,
Talvez um dia eu não me sinta tão impotente e te conforte,
Talvez um dia tudo mude...