21.1.13

Para onde?


Para onde?, perguntou o taxista mal eu tinha acabado de fechar a porta. Era uma pergunta interessante, banal, mas interessante, porque da sua resposta dependia o meu futuro.
Futuro…
Eis uma palavra que não gosto, uma palavra que sugere uma realidade pouco concreta, abstracta demais, atrevo-me a dizer, e, contudo, ali estava eu a criá-lo.
Para mim, foi sempre ontem, às vezes hoje, mas havia algo que me mantinha afastado de pensar amanhã. Não sei o que era, mas desconfio que fosse o facto de amanhã nunca ser garantido – podia chegar ou não – e de não ser exactamente ou totalmente como o havíamos imaginado. Era desconcertante pensar num amanhã que poderia não chegar e que, se chegasse, podia não ser aquilo que tínhamos imaginado; isso deixava-me inseguro, por isso, não ocupava a minha mente com tal assunto.
Até ontem…
De ontem para hoje foi o aniversário de uma amiga do meu grupo, a primeira, de todos nós, a atingir a maioridade. Juntou-se o grupo de amigos na casa dela, sem os pais, cozinhámos o jantar, pusemos a mesa, comemos, rimos, dançámos, cantámos, rimos ainda mais alto e com mais vontade, falámos de coisas banais, de morte, de nós, do futuro…
Estamos a crescer, a tornar-nos cada vez mais adultos a cada dia que passa!
O meu ex-namorado estava lá junto com o passado fantástico que tive com ele, mas é só passado. Olho para ele e sinto falta daquele sorriso ser-me dirigido depois de o beijar… Sinto falta porque tendo a imaginar o passado melhor do que aquilo que foi, não que não tenha sido bom, mas já não pode voltar a ser como antes.
O passado dava-me segurança porque já era terreno conhecido, mas daí já não se pode aprender mais do que aquilo que se aprendeu no momento. Portanto, o caminho era para a frente. Seria uma boa resposta para o taxista?
O presente, estando equidistante em relação ao passado e ao futuro, é mais desafiante que o passado e menos assustador que o futuro. E o presente era aquela cave quente, com uma dezena de amigos, gargalhadas, muitos planos.
Mesmo que o futuro não se viesse a concretizar como havíamos planeado, aqueles momentos já nos pertenciam, eram nossos por direito e com eles fazíamos com que fossemos compreendidos. É sempre mais fácil ser compreendido por alguém que está a passar pela mesma coisa que nós: as incertezas no que respeita ao futuro académico – que curso escolher?, ficar ou partir? -, bem como a troca de experiências no que respeita a assuntos maiores que nós mesmos e que ainda estávamos longe de sequer começar a entender; mas compreendíamo-nos mutuamente!
E assim, visto que me sentia o mais perto de ser adulto do que alguma vez havia experienciado, ali sentado naqueles sofás, em roda da lareira a falar com amigos depois de jantar e quando já era madrugada – cheirava um pouco a independência, embora tenha a noção de que é mais complicado que isto -, decidi deixar de viver o passado, para passar a viver o presente e me concentrar no meu futuro.
Eu sei para onde quero ir, só não sei como é que lá vou chegar e se lá chegarei, se em vez de isso não encontrar algo que me realize mais, noutra direcção. (Porque, se queremos fazer rir Deus, é só fazer planos!)
Mas, por enquanto, o meu caminho é este, em frente, em direcção ao desconhecido, pena que isso não chegue ao taxista.
Exagerei quando disse que da resposta àquela pergunta dependia o meu futuro…
Pedi-lhe que me deixasse em casa, afinal, é sempre bom ter para onde voltar quando se está a enfrentar o desconhecido, uma “base de segurança”.


P.S: Eu sei que tenho alguns prémios para mostrar aqui e quero agradecer a todos por isso, desde já, mas a verdade é que não tenho andado a ler blogs... Vou ler! Obviamente! Mas para já eles estão a acumular no meu Google Reader, porque quero provar a mim mesmo que eu não sou um viciado em estar online e que existem coisas mais interessantes para fazer a seguir ao jantar do que estar no computador.Coisas como ver a minha novela e depois ler. Ler... Este mês já consegui acabar de ler 3 livros. Sim, TRÊS! Livro, A Pesca do Salmão no Iémen e Viagens no Scriptorium, o próximo vai ser Quem Quer Ser Bilionário. E tenho-me sentido bem assim...

14.1.13

Decidi ir dormir, mas tinha que vir ao pc ver os vencedores... Muitos já se previam, outros não.
Vestidos, só quando tiver tempo, se tiver.
Vou eu, agora, acabar de me vestir e siga para a escola.

BOM DIA!

13.1.13

Golden Globe Awards 2013

Bem sei que não tenho escrito aqui muito, ultimamente, mas hoje é noite de Globos de Ouro... Ainda estou a pensar se vejo tudo até ao fim (e até para me preparar para a noitada dos Oscars) ou se só vejo a passadeira vermelha... Ou se não vejo nada!
Quanto a favoritos, não me vou pronunciar, porque não vi os filmes, não tive tempo... Vou começar a vê-los na próxima semana, até porque a maioria está nomeada para os Oscars.

5.1.13

Pensamento do dia

Existe qualquer coisa de poético em ser-se a única pessoa a descer uma rua, enquanto todas as outras pessoas a sobem...

4.1.13

Começar o dia ao som disto...


...é do melhor! Dá-nos outra energia... 
Apesar de adorar Lady Gaga, acho que vou ter de ir ouvir todos os albuns da Madonna antes do Hard Candy. 
Da próxima vez que vieres a Portugal, Mádona Sofia Luísa, eu vou-te ver, prometo!

1.1.13


2012 começou cinzento e assim acabou. 2012 foi um ano cinzento... escuro! Mau, no geral, pontuado com momentos bons, porque a felicidade é momentânea.
2013 amanheceu soalheiro... =)

Happy New Year!

Para 2013 as palavras de ordem são ORGANIZAÇÃO e RIGIDEZ:

  1. Organização para ter tempo que chegue para tudo, ou para quase tudo, pelo menos as coisas mais importantes e que não fique nada para trás.
  2. Rigidez para me obrigar a cumprir tudo aquilo que quero, porque sou muito preguiçoso, de modo a conseguir alcançar coisas grandes.
Feliz 2013 a todos os leitores! =)

P.S.: O blog faz 3 aninhos.