31.12.13

Para 2014...

Lembram-se quais eram as minhas palavras de ordem para 2013? Não? Eu também não. Mas estão aqui. Tinha tudo a melhor das intenções, mas cheguei ali a fevereiro e já não me lembrava delas. Enfim...
Para 2014, quero ver se não me esqueço delas, até porque já aprendi, da pior maneira, que não devo guardar a matéria toda para estudar antes dos exames, pelo que espero que o próximo semestre seja diferente.

3 coisas que preciso de meter na cabeça à força toda:

  1. O passado é bonito, porque só te lembras dos momentos bonitos. Passaste mais tempo zangado com ele, do que propriamente a ter os momentos felizes de que te lembras. 
  2. O futuro ainda não chegou. TEM CALMA!
  3. Deprimir sobre as coisas não leva a lado nenhum. Espera que tudo aconteça naturalmente.
Basicamente, é isto.
2013 foi o ano em que consegui ler 30 livros. Para 2014 espero que sejam os mesmos ou mais ainda. Mais filmes e séries. Mas também mais estudo e menos preguiça. 

Espero conseguir fazer com que 2014 não seja a merda que 2013 foi. 
Bom Ano.

P.S: O blog faz anos. Não sei quantos... Mas faz. Á meia noite. 

30.12.13

O que fica de 2013...

No início deste ano publiquei este post, mas 2013 não foi nada de soalheiro, pelo menos para mim. Foi um ano de perdas. No plano internacional, destaco o Cory Monteith e o Mandela, cujas mortes me deixaram triste, o primeiro por ser tão jovem e o segundo por parecer que nunca iria morrer, que não era da natureza de pessoas como ele, morrer. Mas também foi marcado por perdas ao nível local, ao nível familiar, uma perda que mexeu bastante comigo e que, por vezes, dou por mim a pensar em tudo o que envolve o facto de o meu tio ter morrido. O mais novo dos 5 irmãos do lado da minha mãe, que tinha feito um transplante de coração como a minha mãe, mas ela sobreviveu e ele não... E ela esteve uma semana com o externo aberto, saiu do hospital a pesar menos de 40 quilos...
Eu não quero tornar este post muito pesado, mas dou por mim a colocar a mais inútil das perguntas: porquê?
Eu sei que já leram isto, mas ele deixou dois filhos pequenos e isso é que mais me entristece. E dou por mim a pensar nos momentos em que passámos juntos e nos tempos que antecederam a morte dele, ninguém estava à espera.

Depois, foi um ano de mudança, uma nova vida, fora da casa dos pais, na capital. Posso dizer que tenho aproveitado aquilo que posso, dentro daquilo que gosto e estou a gostar.
Houve momentos em que me senti terrivelmente sozinho, tanto nesta nova vida, como ao longo, mas foram ultrapassados com a ajuda dos amigos. No entanto, há ocasiões em que os amigos não chegam, falta algo mais, aquela coisa, falta aquela coisa que diferencia uma pessoa numa multidão, aos nossos olhos. Mas cheguei à conclusão que não estou preparado para isso. Estou demasiado confortável sozinho, para além de que sou péssimo namorado.
No entanto, não posso negar que tenhos saudades e já o disse este mês num post, algures... Mesmo tendo sido eu quem arruinou tudo!

Apesar das mudanças, sei que há pessoas que vão ficar para a vida e isso conforta-me.

20.12.13

Excertos da última aula de História do Pensamento Biológico - parte 2

Há uma tribo, chamada, Tuvan, que tem duas palavras com significados curiosos:
  • Songgaar: Andar para trás ou futuro
  • Burungaar: Andar para a frente ou passado.
Não, eu não me enganei. Parece-vos estranho? A mim também, que sempre ouvi dizer coisas como "bola prá frente" e "para a frente é que é o caminho", mas depois comecei a pensar e até faz bastante sentido. Imaginem:

Eu nasço. (Dá um passo atrás e deixa cair uma folha)
Eu aprendo a andar. (Dá um passo atrás e deixa cair uma folha)
Eu entro para a escola. (Dá um passo atrás e deixa cair uma folha)
Eu vou para artes. (Dá um passo atrás e deixa cair uma folha)
Eu mudo para ciências. (Dá um passo atrás e deixa cair uma folha)
Eu entro para Biologia. (Dá um passo atrás e deixa cair uma folha)
Tudo o que está à minha frente é o meu passado, isto são as coisas que

eu vejo, que eu já vivi, estou de frente para elas. Mas alguma vez eu poderei saber aquilo que me irá acontecer ou o que não me irá acontecer? Não, porque estou de costas e não vejo.
Para me simplificar o pensamento, eu costumo chamar-lhe andar para a frente de costas. 



19.12.13

Excertos da última aula de História do Pensamento Biológico - parte 1

Levante o braço quem se relaciona com o que vou dizer a seguir:
Nascemos.
(Todos levantam o braço.)
Existimos.
(Todos levantam o braço.)
Respiramos.
(Todos levantam o braço.)
Vemos.
(Todos levantam o braço.)
Amamos.
(Todos levantam o braço.)
Somos amados.
(Todos levantam o braço.)

Então porque é que não somos felizes?

16.12.13

Serei um saudosista enquanto viver, ou enquanto espero por algo que me faça olhar com esperança para o futuro e não com medo.
Como olho para o futuro com medo, refugio-me naquilo que aconteceu um dia e que nunca mais se irá repetir. Sinto-me confortável a viver por entre essas memórias felizes desses tempos a preto e branco... Não importa que me esteja a enganar, desde que me sinta seguro.
Gosto de ouvir música enquanto leio, é uma maneira de calar o que quer que esteja lá fora: o barulho ou o silêncio, e, por isso, tendo a relacionar músicas a livros. Sempre que ouço uma determinada música, recordo o livro que li ao ouvi-la. É algo recorrente e que não tem mais efeito em mim, senão uma breve viagem ao passado (a um passado relativamente distante) - ao meu eu, ao local, ao livro...
Hoje não foi assim.
Estava a ouvir esta música, quando uma comporta se abriu na minha e uma torrente de pensamentos invadia a minha mente.
Lembrei-me de um livro que li em Junho deste ano, com o qual me identifiquei bastante, não só porque abordava uma história sobre uma relação complicada entre pai e filho, mas porque também falava sobre uma história de amor complicada.
Isto foi o que eu escrevi na altura: 

Acabei de ler este livro agora mesmo e não sei, depois de o ter lido, se gostei ou não, porque isso depende do final e eu não sei o que pensar do final deste livro!
Sei que gostei do livro desde o primeiro momento em que o comecei a ler e gostei, porque me identifiquei com a história: um pai presentemente ausente; um amor condicionado pela figura paterna, que não deixou o filho preparado para lidar com sentimentos, preferindo escondê-los a mostrá-los. Revi-me em grande parte da história, a minha relação com o meu pai também é feita de ausências e de palavras não ditas. O meu pai não é um homem de palavras para comigo, mas de acções, de resto, como o pai do Lorenzo, e ele diz-me "gosto muito de ti" várias vezes e à sua maneira, é certo, através de acções, eu é que não tenho sido capaz de compreender...
Depois, a história de amor mal terminada. O Lorenzo gosta dela, mas ela vai casar com outro e este faz tudo para a reconquistar, até que, eventualmente, consegue e, aqui, precipitamo-nos para o final, que eu não sei se gostei. Ela diz-lhe que o ama, mas depois foge. Depois, ela já lá não está...
De certa forma, via nesta história de amor, a minha própria história. Eu gosto dele, nunca amei ninguém como ele, mas, agora, que me sinto preparado, tal como se sentia o Lorenzo, ele já lá não está, ele já não quer estar comigo, não gosta de mim, está apaixonado por outro... Ou seja, o facto de ela ter fugido, o facto de, aparentemente, eles não terem ficado juntos, faz com que perda a estúpida esperança que ainda acalento. Ainda por cima, depois de ontem, daquele olhar, enquanto nos despedíamos, era ele, ele que ainda me amava, eu vi, sem dúvida, vi aquilo que estava para ser visto e não aquilo que queria, vi-o quando ainda estávamos juntos e fazíamos juras de amor eterno, tal como o Lorenzo viu aquele olhar nela, o olhar que ele tão bem conhecia.
Mas ela fugiu... O que significa, ele também vai fugir e eu vou ficar destroçado, mais do que já estou, agora sem ele, no entanto, ainda acalento uma esperança, porque esta é a última a morrer. Contudo, depois de ele fugir, já não há esperança a que possa agarrar-me, porque nessa altura, ele levá-la-à com ele.

Comecei a chorar quando me lembrei de tudo isto. Tenho saudades! Mesmo tendo odiado esses tempos, sinto saudades! E sinto saudades dos tempos antes desse em que estava com ele e era feliz com ele. Melhor dizendo, sinto saudades do que sentia quando estava com ele. Já não sinto nada por ele, mas sentia-me seguro quando estava com ele e queria voltar a sentir isso outra vez. Então, o futuro não se me apresentava tão incerto, tão obscuro, mas, agora, já há muito tempo, melhor dizendo, o futuro assusta-me e não foram poucas as vezes que já o repeti.












22.11.13

Algumas coisas que passam pela minha cabeça

Tenho andado desaparecido, bem sei. Uma vezes por preguiça, outras vezes por falta de tempo. Nem blogues tenho lido, ultimamente, mas quero ver se altero isso!
O curso está a correr bem até agora, aliás, recebi a nota da minha primeira frequência e até que foi boa. Estou a gostar do curso, estou a achar bastante interessante, não que isso que me dê mais vontade para estudar certas coisas, mas, mesmo assim, não me arrependi de ter escolhido este curso. E vocês sabem como foi complicado escolher!...
A minha intenção hoje era mesmo dizer-vos que por vezes me esqueço que tenho 18 anos. Não tem nada a ver com o facto de não crescer nem nada, porque até tenho gostado da experiência de estar a viver longe dos pais e de ter que gerir o dinheiro e assim (excepto de cozinhar, odeio cozinhar, por isso, não o faço), mas sim, com o facto de tudo aquilo que aconteceu nessa semana. Ou melhor, no final dessa semana, porque eu fiz anos numa Segunda-feira e na Sexta-feira fui para casa. Ia celebrar o meu aniversário em casa, com os meus pais e amigos, mas eis que recebo uma notícia que abalou o meu mundo: a morte do meu tio.
Recebi a notícia, fiquei chocado e só pensava que preferia não ir para casa, porque iria encontrar a minha completamente destroçada e eu não sabia lidar com isso. Escusado será dizer que me custou ir ao funeral.
Preferi esquecer essa semana. Tal como fiz com os primeiros tempos em que a minha mãe esteve no hospital depois de ser transplantada.
Sinto que não sou muito próximo de ninguém na minha família, com uma ou outra excepção, mas custa sempre perder alguém que era da família e ainda para mais, com quem se convivia regularmente e que era demasiado novo para ir. O que eu quero dizer é que ele não me era tão próximo como era com as minhas primas e compreendo que a elas lhes tenha custado mais que a mim, mas... Penso nele, por vezes... Lembro-me de coisas simples, da minha infância, quando eu passava mais tempo com ele... E custa-me acreditar que ele simplesmente desapareceu da face da Terra. Não ter podido ver o corpo também não ajudou...
Já passaram quase dois meses.
Desde a morte da minha avó, e depois da morte do meu tio ainda mais, começo a pensar como iria reagir se esta ou aquela pessoa morressem. Mórbido, eu sei, mas... Não consigo evitar.
Acho que faço isto para ver se tenho sentimentos assim tão profundos por alguém, que me leve a chorar descontroladamente por saber que essa pessoa morreu. Ou para saber se tenho mesmo sentimentos e se não ando a fingir sem sequer saber, se simplesmente imito aquilo que vejo à minha volta, acabando por achar este comportamento normal, tanto, que me esqueça que estou a fingir. É, eu penso coisas destas acerca de mim mesmo.
Mas talvez seja um mecanismo de defesa... Desligar da realidade, ser mero observador, para que não possa sair magoado. Não sei...
Já perdi a fiada do raciocínio. Até à próxima.

30.10.13

30 Seconds To Mars




Na segunda-feira, foi no Chiado. Fotografias da minha autoria. 
Na terça-feira, foi no Pavilhão Atlântico, com a Fernanda. Foi um grande concerto, eles são fantásticos ao vivo!

22.10.13

Do you remember when we were happy?
Before all the trouble, before the world, when we were just us? 

Hoje estou nostálgico e sinto-me sozinho.
Comecei a chorar do nada...
Acho que isto se deve à visita dos meus pais. Vieram cá hoje, estivemos juntos duas horas e depois eles tiveram que ir. Não sabia que sentia assim tantas saudades, até porque falamos todos os dias. No 1º de Novembro vou a casa passar o fim de semana.
Com tudo o que aconteceu, ainda não partilhei como está a ser a estada em Lisboa e a Universidade, também não é hoje, mas não quero que pensem que está a ser má só por este episódio, porque é mentira.
Até à próxima.

10.10.13

He's out there, up there

O que mais me custou, foi ver a urna ser descida para o seu destino final.
Mantive-me calmo durante todo o velório, ao contrário das minhas primas que choravam imenso sempre que iam à casa mortuária e viam lá o caixão fechado e estavam com as mães (irmãs do meu tio, incluíndo a minha). No entanto, ver aquela cena fazia com que tudo fosse real e não apenas um sonho, como todos desejavamos que fosse; nesse momento, chorei, agarrado à minha mãe. Até àquele momento, sempre tive a esperença, ainda que absurda, de que se tinham enganado, como, aliás, já o tinha dito, mas depois daquele momento não havia volta a dar, era o selar de um destino, de uma vida, se preferirem e forem como eu, que não acreditam no destino.
Não acredito em céu nem em inferno, contudo, não posso evitar pensar que ele está "lá em cima" a olhar por nós todos, que ele é uma dos milhões de estrelas que repousam no firmamento e que iluminam as nossas vidas. Eu sinto que é absurdo, mas, ainda assim, é algo que me reconforta! Consigo perceber, agora, algumas crenças que as pessoas têm...

5.10.13

Que descanse em paz

Cheguei à minha cidade, aquela onde cresci, e havia tanta coisa diferente. Parece que o mundo continuou a sua marcha, acompanhando o inexorável avançar do tempo, sempre para a frente e nunca para trás. Nós, somos nada, somos pó! Do pó nascemos e a ele regressamos.
Quando a minha avó morreu (em Dezembro de 2012) reagi bem à situação, ou seja, aceitei a sua morte, porque já tinha tido uma vida cheia e completa e agora estava a sofrer enquanto definhava lentamente. Claro que não deixei de pensar na morte e no quão repentina ela era. Tinha sido a primeira morte na família, desde que eu me entendia e já tinha capacidade para pensar.
Hoje, 11 meses e 1 dia depois da morte da minha avó paterna, morreu o meu tio materno.
Na família da minha mãe há um historial de problemas de coração, a mãe dela morreu por causa disso, um primo dela fez um transplante de coração, ela também e o meu tio também, há um mês e pouco, depois de longos meses passando semanas no hospital e um ou outro dia em casa.
O transplante correu bem e ele estava a recuperar, mas, há duas semanas, o intestino perfurou e ele teve de ser operado de urgência. Estava a recuperar...
Tinha problemas de rins, que não estavam a funcionar e, por isso, tinha de fazer hemodiálise, e tinha o fígado muito afectado devido à medicação, pelo que se estava a falar em fazer um transplante de fígado. Seria arriscado, mas sem isso ele não iria aguentar muito mais tempo. Uma ou duas semanas, disse a médica. Aguentou uma semana.
Ontem, a minha mãe foi lá vê-lo, pela primeira vez. Disse que ele estava debilitado, mas até estava animado...
Tinha 38 anos, feitos a 1 de Setembro, e deixa dois filhos ainda demasiado pequenos para perder um pai. Ele, de resto, ainda era muito novo para partir; era o mais novo dos cinco irmãos.
Eu não sei o que sentir... Sinto-me tão pequenino e vejo um mundo enorme e cruel à minha volta. Sinto que a vida é injusta e que ele não podia ter morrido, mas sei que estou a ser parvo, porque a vida é mesmo assim.
Penso que eles ainda vão mudar de ideias e dizer que se enganaram e afinal ele está vivo. Tenho vontade de chorar sempre que olho para a minha mãe e a vejo com os olhos húmidos ou sempre que penso nos meus primos e na minha tia, que perderam um pai e um marido.

1.10.13

Eu já tenho 18 anos, o que significa que já posso ver todos os blogs. YAY!

P.S: Post número 900!!

27.9.13

No outro dia, enquanto almoçava com um dos poucos amigos do meu curso que fiz, fui questionado se não me sentia sozinho, agora que tinha abandonado a praxe. Respondi-lhe que não, nunca estou sozinho desde que tenha um livro e deus sabe que os livros podem ser muito melhores que pessoas!
Eu sou assim.
Acho que já caí em mim e percebi que não posso desistir de mim, de modo "parecer-me" mais com o resto das pessoas, de modo a fazê-las felizes. Eu prefiro um livro, uma série ou um filme, a uma festa com álcool, drogas e tabaco, ou, sem precisar de ir muito longe, sem precisar de exagerar, a uma simples discoteca; não gosto do conceito, da música alta, nem precisa haver substâncias aditivas envolvidas.
Estou só para aqui a divagar, desculpem qualquer coisinha...

A banda sonora deste dia foi...


Grande album, destaco, particularmente, duas músicas, para além dos singles já lançados:



Bom dia, minha gente.
É mau acordar com despertador, tenha ou não este uma música bonita, mas pior é acordar antes da hora pelo clarão da trovoada e logo a seguir pela prova de que o céu estava realmente a cair-nos em cima da cabeça; ouvir a chuva lá fora, enquanto se está tão quentinho na cama e saber que mais tarde ou mais cedo vamos ter que enfrentar o temporal, porque a vida chama e há obrigações a cumprir.
Bem eu queria que ontem já tivesse sido Sexta-feira!

22.9.13

É triste crescer e perceber que as pessoas não são pensávamos que eram, que não são como as víamos com os nossos olhos de criança inocente. Mais triste ainda é essas pessoas serem da família.

20.9.13

Praxe, Anti-Praxe, Praxe, Anti-Praxe

Nunca gostei de praxes.
Nunca gostei que me pintassem ou sujassem ou fizessem qualquer outra coisa degradante, simplesmente por ser novo naquele local de ensino. Desde o meu quinto ano que tenho a ideia formada de que as praxes não prestam e apenas servem para humilhar os recém-chegados para puro deleito dos "mais velhos".
No entanto, acedi a participar da praxe do meu curso da Universidade, para experimentar e também porque, estupidamente, pensei que seria uma forma de auto-exclusão se recusasse participar. Confesso que, desde que ouvi uma amiga minha perguntar-me se iria ser anti-praxe, como se fosse uma coisa horrível, depois de lhe ter dito que não gostava disso, achei que tinha de ser praxado, porque queria ser integrado e porque era assim que as coisas funcionavam. Mas não!

17.9.13

Os primeiros dias na Universidade

Já não escrevia aqui há 10 dias e desde então mudou muita coisa.
Já estou a viver em Lisboa, numa residência com gente porreira, perto da faculdade que até posso ir a pé. Estou a gostar disto, da responsabilidade e da organização necessárias e do ambiente em si.
Tenho ido à praxe, mas amanhã vou tirar o dia de folga, depois de ter passado 3 horas em praxe, hoje. Aquilo é giro e, no meu curso, é bem pacífico - tendo em conta o que já nos outros cursos -, apenas fazemos jogos e assim, para o pessoal se conhecer melhor, mas três horas é muito tempo e eu tenho mais que fazer!
Também já fiz um amigo, graças ao autocolante de Guerra dos Tronos que trago na minha placa de identificação de caloiro. Ele também gosta e começámos a falar nisso. Engraçado como as amizades nascem...
Por falar no autocolante de GoT, personalizei o meu boné de caloiro com uma TARDIS e com o logo do Harry Potter, pode ser que mais alguém goste de Doctor Who e/ou Harry Potter. A TARDIS até ficou bem engraçada, apesar das minhas drawing skills...
É que tenho andado tão viciado na série...!
E agora é isto, que não tenho vontade de escrever algo mais bonitinho e mais bem compostinho. Mas vou dando notícias! =)


7.9.13

Um momento feliz neste blog deprimente

Entrei no curso de Biologia na Universidade de Lisboa. Estou contente, mas tinha quase a certeza que ia entrar, porque tinha média.
Se antes ainda nao estava mentalizado que este ano ia entrar para a Universidade, estou agora a começar a acordar para o facto de que vou viver para Lisboa e isso é... estranho! Embora ainda não esteja completamente ciente de tudo o que isso implicará, começo a sentir um certo medo, não sei explicar, vou deixar a casa dos papás, uma grande parte dos meus amigos - no entanto, muitos vão para Lisboa e um ou outro para a mesma Universidade que eu - e a minha cidade.
Por aquela zona tenho espalhada imensa gente (amigos e família) que me poderão ajudar, se necessitar de algo, mas, mesmo assim, sinto-me receoso. É uma nova etapa, algo grande! Estou muito excitado com isto tudo agora, mas depois...
É estranho ter a minha mãe constantemente a perguntar como me sinto e o que tenho. Ontem disse-me que me fechei num casulo e que se ela não fala, eu também não falo, nem o meu pai. 
Parece que eu e ele somos mais parecidos do que aquilo que eu quero admitir, mas a verdade é que tanto ele como eu não gostamos muito de falar dos nossos sentimentos e preferimos guardá-los para nós. 
Ainda não me abri muito com ela, porque aprendi a fechar-me para evitar certos comentários que ela faz e eu não gosto, mas agradeço o esforço.

P.S: E hoje devem sair os resultados das colocações do Ensino Superior.

5.9.13

O passado volta sempre

Há dois anos escrevi isto:
O que é ser-se normal? É fazer o que a maioria faz? É abdicar de sermos nós mesmos para sermos aceites pela sociedade?
Se é, prefiro ser visto como anormal, prefiro ser olhado de lado e saber que falam de mim nas costas; mas ao menos mantenho-me fiel à minha essência, a mim.
(Na íntegra, aqui.) 
Escrevi-o para o Edu que me dizia que queria ser normal, queria ser como os outros para não ter problemas. E eu respondi-lhe. Respondi-lhe dessa maneira, porque nessa altura era forte.
Mas hoje, dou por mim a querer ser normal, a querer desistir de mim para ser aceite na sociedade; dou por mim a desejar não ser visto como anormal.
Cansei-me de lutar contra a corrente e agora só quero que a corrente me leve, me arraste com ela, me impeça de pensar por mim.

28.8.13

Eu... já não sei que fazer.

Mas se eu sou uma pessoa horrível o que raio é que ainda ando aqui a fazer? Acabei de ouvir da boca da minha mãe que me estou a tornar numa pessoa horrível, tudo porque disse que não queria pegar nuns quantos pratos porque eram pesados e preferia que ela dividisse aquilo ao meio. Os pratos são de duas qualidades, uns mais pesados e outros mais leves... Perguntou-me logo se queria levar com o rabo da vassoura.
Zanguei-me e virei-lhe as costas, não arrumei merda nenhuma!
Estou tão revoltado com isto, a culpa é minha, sempre minha, sou eu que trago não sei o quê na cabeça, sou eu que sou horrível, mas ela faz sempre tudo bem.
Se sou assim tão mau porque é que não me mato?
Estive para lhe perguntar isto, em vez disso, disse-lhe que, a ser assim uma pessoa horrível, o que é que ainda andava aqui fazer e era para ter acrescentado que não tinha escolhido nascer, mas controlei-me, afinal, não digo tudo aquilo que me vem à cabeça.
A minha mãe irrita-se se lhe respondemos - eu e o meu pai - torto, mas quando ela o faz, a justificação dela é "o que querias que te respondesse?". Isto faz-me as entranhas tremer de raiva!
Este episódio fez-me lembrar os tempos em que saí do armário e a minha mãe dizia todo o tipo de porcaria contra isso... A Mulher Que Me Deu A Vida, porque nessa altura chamá-la de mãe não parecia certo, tal como agora não parece.

27.8.13

Sinto-me uma merda.

Estou-me a sentir uma merda. Não sei se sou eu que sou demasiado arrogante, egocêntrico e egoísta, que trato mal quem me quer bem, ou se são eles que não me compreendem bem e interpretam tudo mal.
YAY, aqui vai mais um post deprimente! É como me tenho sentido e não creio que isso vá mudar assim tão rapidamente. I mean, posso andar feliz uma tarde, mas isso não significa que as coisas estejam resolvidas...

Os meus pais amanhã vão à cidade de manhã e voltam ao meio dia, disse que ia com eles e ficava lá para a tarde, que eles me iam buscar depois. O meu pai disse que podia ser. Minutos mais tarde a minha mãe veio perguntar o que ia fazer e acrescentou que voltava com eles ao meio dia. Disse-lhe que ia ficar para a tarde e ela perguntou onde ia almoçar:
-Não sei ainda.
-Põe-te a gastar dinheiro, até parece que não sabes o que tens para comprar!
-Mas é só um dia e até parece que ando a sair todos os dias e a esbanjar dinheiro.
A conversa continuou, degenerou em discussão e terminou comigo a simplesmente não querer viver mais. A adolescência é uma fase tramada!

Eu compreendo que tenho que poupar dinheiro, porque vou para a Universidade e preciso de comprar imensas coisas e de imenso dinheiro para me manter lá, mas... Porra, tive umas férias de merda, fui um dia à praia e basicamente não saí mais de casa. É normal que queira passar um dia com amigos, sei lá, ser um adolescente normal (sim, eu sei...), para variar, um que não passa os dias fechado em casa sem falar com ninguém excepto os pais e as ocasionais visitas. Só gostava de não ser eu por uns momentos e ver como era! Vejo tanta a gente a divertir-se, a "viver a vida" e eu fico em casa a ler e a ver séries, o que não é mau de todo e eu gosto, mas acaba por fazer falta a companhia de alguém da minha idade...
Eu não acho que eles me consigam compreender, sei lá, as coisas mudaram tanto desde o tempo em que eles tinham a minha idade!

Tenho tanto acumulado cá dentro, que nem sei o que dizer ou por onde começar... Assim, de repente, vem-me à cabeça uma frase que já foi repetida duas vezes e que me enerva imenso: "Tu deves-me mais a mim do que eu a ti". Eis a prova da minha arrogância. Não sei, mas esta frase só me dá vontade de, um dia mais tarde, quando conseguir ter um salário, lhes pagar tudo aquilo quanto gastaram comigo, só para nunca mais ter de ouvir isto sair da boca deles. Magoa!
Mas depois lembro-me que estou a ser mau, muito mau. Eu sei que ás vezes respondo torto e que digo coisas parvas, que sou arrogante e só penso em mim, mas eu sou assim e não sei como mudar e depois, eles estão sempre a enervar-se e não dá para ter uma conversa. De qualquer maneira, eu já nem me consigo abrir para eles. Sinto que há um fosso à nossa volta...

Sinto-me uma merda, e, por isso, apesar de tudo o que já aqui escrevi sobre o desejo de ser normal, hoje, concedo-me o direito de desejar ser normal, só por um dia, embora sabendo que isso não existe.

No fundo, gostava de me conseguir compreender. Gostava de viver sem tanto drama à minha volta. Gostava de ter um pouco mais de contacto humano... Um abraço, um ombro para chorar, agora, vinha mesmo a calhar. Gostava que alguém se sentasse comigo e me fizesse falar. Para mim está sempre tudo, a menos que alguém me "obrigue" a falar. Gostava de sentir que faço parte... Não sinto isso quando estou com a minha família, sinto-me um estranho.

Desculpem-me pelo post, está um caos...

22.8.13

Inside my head!

Temo que as coisas se estejam a desencaminhar outra vez...
Eu e a minha mãe temos trocado imensas palavras duras, o que me faz sentir a pior pessoa do mundo, por fazê-la chorar, mas, assim que fico sozinho, começo a chorar compulsivamente. Sei que consigo ser uma pessoa má quando quero, mas ela tornou-se uma pessoa tão escarnecedora, está sempre a fazer comentários, não direi maldosos, mas é um pouco nesse sentido, e eu não me consigo controlar e respondo-lhe. Hoje passámos o dia praticamente de costas voltadas...
Incrivelmente, com o meu pai, as coisas até nem vão mal! Quer dizer, não discutimos muito nem nada, de resto, é a distância do costume. Contudo, o que me preocupa mais é a minha mãe! Transformou-se numa pessoa tão amarga, que parece que ela é uma santa e toda a gente lhe deve alguma coisa; devo-lhe a vida, mas já me perguntei, se foi bom ter nascido. Não gosto desta situação, parece que ela já não é a mesma pessoa de há uns tempos atrás, isto acrescido às ameaças em tom profético de que me hei-de arrepender, dão cabo de mim, põem-me os nervos no limite.
Como se não bastasse, ando a pensar Nele (como é óbvio, não é em Deus). Muito! Demasiado! Sinceramente, nem sei o que raio é que se passa comigo, o que raio é que vai na porcaria desta cabeça, porque são ridículos estes pensamentos! Às vezes odeio-me. Esta noite tive um sonho muito vivido em que era de noite e estávamos na rua os dois e ele me beija, sem olhar à volta, à procura de alguém que pudesse estar a ver. Pareceu tão real... Claro que, depois, teve a componente de acção normal dos sonhos (gee, não me interpretem mal!), em que acontecem cenas estranhas, como fugir de um jardim, por causa não sei de quê.
Mas eu sei que nunca vai acontecer nada, primeiro, porque eu nem sei o que sinto, embora, talvez tenha uma ideia, segundo, porque as coisas ficaram demasiado fucked up para isso, depois, porque, não sei, acho que não O mereço.
Pronto, é isto que me tem atormentado nos últimos dias. Acho que vou só ali remover o cérebro e depois falamos.

19.8.13

Migos, desta vez não vos vou maçar com posts deprimentes, embora... cenas... Até porque hoje fui gastar o meu vale de compras, por isso, estou feliz. Só fiquei triste porque havia um chapéu na loja, que me ficava bem, mas não mo deixaram comprar...
Anyway, venho-vos pedir um conselho, a vós, que sois mais sabedores sobre o mundo da informática que eu. No fundo, o que eu quero é saber o que é que um portátil tem para ser bom e, se vos aprouver, dêem-me exemplos de computadores específicos, mas lembrem-se que eu não sou rico! Atentem na relação qualidade/preço...
É só este o vosso trabalho de casa.

13.8.13

Com Facebook... Outra vez.

Durou pouco a minha aventura fora do Facebook, ontem lá caí na tentação e decidi reactivar a conta. No entanto, foram quase 3 semanas afastado e isso lá tem o seu mérito!
Mal reactivei a conta, fiquei parvo com as coisas que vi, que até me perguntei porque raio é que tinha saudades disto! Mas não vou desactivá-la, porque gostava de manter o contacto com certas pessoas e o Facebook parece-me o meio mais fácil para o fazer.
Cá em casa, o meu pai ficou de férias.
Ele odeia passar um dia inteiro sem sair de casa, como eu e a minha mãe muitas vezes fazemos. Satura-se, não sei... Mas isto faz com que se gerem discussões estúpidas sobre o que é que se disse e se quis dizer, etc, a sério, se presenciassem algumas cenas, apetecia-vos bater com a cabeça nas paredes. Fico farto de os ouvir, às vezes.
A culpa não é só de um. É sabido que a minha mãe tem um feitio super complicado e que faz comentários inoportunos, lança a sua piadinha de mau gosto e tem sempre uma porcaria para dizer... Isto irrita profundamente qualquer pessoa que conviva com ela todos os dias durante muito tempo - eu e o meu pai -. Não me interpretem mal, porque nestes últimos posts tenho dito várias coisas acerca da minha mãe, mas eu amo-a, simplesmente há coisas que ela faz que me irritam profundamente, porque só complica! E o papel de vitima que ela faz e quando ela me responde que não tem estudos e que não sabe falar comigo e quando eu lhe faço uma pergunta e ela não responde à pergunta mas começa a divagar sobre o tema, em perguntar de sim ou não... É cansativo!
Cheguei à conclusão que consigo ser mau - real bitch - quando quero, mas guess what, não estou nem aí para me ralar com isso. Não posso deixar que façam o que querem de mim!

Hoje estivemos a pintar o quarto dos meus pais, não podem lá dormir esta noite, por isso, a minha mãe, toda autoritária, mandou-me arrumar o quarto, porque queria dormir aqui hoje. É que sim, miga, é isso mesmo, o quarto é meu e estás a falar nesses modos? Fiz questão de lhe dizer que ia dormir na sala, porque o quarto era meu e ela nem tinha pedido se podia cá dormir, simplesmente disse. Até nem me importava de dormir na sala, mas agora, dormem eles.

8.8.13

Mas depois há dias assim...

Nos últimos tempos tenho andado em baixo, sem vontade de fazer muita coisa, os posts aqui no blog reflectem o meu estado de espírito. Os dias têm sido sempre mais do mesmo: levanto-me entre as 9 e as 10.30, vejo TV, arrumo a cozinha, dou uma passadela no chão, leio, estou no computador, ajudo a minha mãe no que é preciso e não passa daqui.
Mas depois há dias assim, dias como o dia de hoje.
Hoje combinei com o Edu e fui passar a tarde com ele à cidade, estivemos a tarde toda num barzinho muito giro, foram lá ter uns amigos dele que eu conhecia e por lá ficámos a jogar às cartas e a falar.
Depois, foi a vez de ir ao shopping.
Vou começar a ler O Diário de Anne Frank, nunca o cheguei a acabar e estou a meio de uma colecção sobre a história do século XX, em que vou, precisamente, nos anos da 2ª Guerra Mundial, pelo que, acho que faz sentido lê-lo. Era para o ter ido requisitar à Biblioteca Municipal, mas esqueci-me. Entretanto, também me tinham enviado uma sms da Bertrand a confirmar a chegada de um pack que eu tinha encomendado com o 3º e 4º volumes de Guerra dos Tronos. E assim fomos ao shopping.
Fui comprar os sapatos que eu já andava a namorar à séculos e que eram para a toilette do casamento que vou ter no fim de Agosto e depois fui à Bertrand. Comprei o pack, paguei e perguntei por O Diário..., mostrei o livro à minha mãe, olhei para ela, disse-lhe que o livro ia só ficar a 10 euros - era 16 - porque tinha 6 no cartão e ela disse que, nesse caso, não me ia comprar um blazer para levar ao casamento. Ora que proposta, claro que aceitei! Nem pensei duas vezes!
Portanto, gastei quase 50 euros em livros. Paguei três, trouxe cinco, porque o pack oferecia mais dois. (E eu delirei com isso!) Mas atenção, não sou rico: a minha tia - que é como se fosse uma avó para mim, na medida em que me deixa fazer tudo, tal como as avós, já que nunca tive uma em condições de poder ser assim para mim (uma morreu quando eu tinha um ano e a outra já era velha e doente, também já morreu) - deu-me 50 euros,  aliás, quem me deu foi o filho dela, meu padrinho, por seu intermédio e por isso, pude gastar tanto em livros desta vez.
Prosseguindo, (mas espero que estejam a sentir a minha alegria de ter cinco livros novos cá em casa!) o shopping da cidade está com um concurso de Verão: fazemos lá compras, levamos os talões ao balcão de informações e eles dão-nos fichas para jogar numa roda tipo a do Você na TV. Tinha três fichas para jogar. Fui jogar e na primeira tentativa, pensava que a luz ia calhar no Tente Novamente, mas não, calhou imediatamente a seguir, onde dizia Vale de 50 euros em compras. WHAT?!
I mean, WHAT?! Nunca tinha tido tanta sorte assim!
Saí de lá, tipo, a sorrir tanto, que nem sei... Fiquei mesmo tão contente, que acho que o mundo até ganhou novas cores aos meus olhos!
E pronto, foi isto, estou super feliz porque, tarde muito divertida, sapatos lindos, muitos livros novos e 50 euros para gastar, muito provavelmente, em roupa.
Só quero agradecer ao Edu pela tarde e pela metade da torrada que lhe roubei, que soube muito bem!

7.8.13

"Viveis tempos interessantes!"

"Os tempos interessantes são sempre tempos enigmáticos que não prometem descanso, nem prosperidade, continuidade nem segurança. 
Nunca a humanidade juntou tanto poder e tanta desordem, tanta apreensão e tantas diversões, tanto conhecimento e tanta incerteza."  - Paul Valéry (13 de Julho de 1932)
[Retirado de "A História do Século XX, Vol. 3" - Martin Gilbert]

3.8.13

O caderninho azul

Eu tenho um caderno azul de tamanho A5, que funciona como uma espécie de diário. Escrevo lá de tempos a tempos, às vezes com mais frequência, outras vezes com menos.
A primeira entrada remonta ao longínquo dia 26 de Junho de 2012, cuja ideia geral se resume deste modo: "Ir para fugir". Um ano e uns meses depois a situação é idêntica...
Continuei a minha viagem pelas restantes entradas: ideias, metáforas, divagações, sonhos... Até que cheguei à última entrada e à página em branco que se seguia.
Na última entrada, datada do dia 16 de Junho de 2013, registei o seguinte:
Ás vezes gostava que as pessoas percebessem aquilo que não digo. Porque o que não digo e guardo para mim, chega a ter mais importância que o que digo.
Não falo, aqui, de segredos, mas de coisas que prefiro calar por serem, à falta de melhor adjectivo, infantis.
Na página em branco que se seguia, motivado pela viagem feita a tudo o que tinha escrito para trás, escrevi o seguinte:
Por vezes, desce sobre mim o espírito das coisas passadas, aquilo a que chamamos nostalgia.
Dou por mim a chorar. Fico a brincar com a caneta nas mãos, enquanto me passam imagens diante dos olhos, que fitam o infinito e que se enchem de lágrimas. Passo um leve risco por cima do que tinha escrito e por baixo acrescento:
-Porque choras?
-Porque já fui feliz.
Já fui feliz e sempre que me lembro disso, lembro-me também de que nunca mais irei viver essa felicidade e que, provavelmente, nunca serei tão feliz como fui. Contudo, só hoje sei que fui feliz...
Não podes ter medo do que aí vem, dizem eles, mas falar é fácil e eu tenho medo e sinto-me sozinho. Sinto que um fosso está a crescer entre mim e praticamente todas as pessoas à minha volta. Talvez por culpa minha, talvez por culpa deles, mas sinto-me deslocado e afastado de toda a gente.
Ainda hoje, ao ler os tweets de alguns amigos, me dei conta do quão diferentes somos e do quanto os nossos interesses são diferentes. E o fosso cresce...
É de mim, que me fecho, que me isolo, que não ligo.
É deles, que não me compreendem, que só vêm o que mostro, que não vêm para além disso.
É de ambos, eles que são cegos, eu que sou estranho.
Sonho em não ser eu, frequentemente, porque me canso de mim, de pensar como penso, de ver o mundo como vejo, de sentir as coisas como sinto. Mas tenho de continuar a ser eu, para o bem e para o mal, até que a morte nos separe.

"Ah, poder ser tu, sendo eu! 
Ter a tua alegre inconsciência, 
E a consciência disso!(...)"
Fernando Pessoa

1.8.13

Sem Facebook - Dia 6

Continuo sem perceber se sou eu o mau e o inútil, ou se são eles que não querem ver quem sou.
A minha mãe toma-me por um grande irresponsável e pela pessoa mais inútil neste mundo e no outro. Eu, sinceramente, não sei o que fazer para que ela deixe de dizer as coisas que diz e que me irritam, às vezes, e magoam, outras vezes.
Ela queixa-se de tudo! Queixa-se porque me levanto ás 10.30, queixa-se porque me levanto ao meio dia; queixa-se porque me deito ás 3 da manhã, queixa-se porque me deito à meia noite. Queixa-se, até, porque não sei as notas da única pessoa que ela conhece da minha turma, bem como a sua média, universidades e cursos a que se candidatou e depois diz que ando desatento. Mas esperem! Ando desatento, no geral! Sim, porque as conversas com a minha mãe nunca são normais, seja lá o que isso for, ela tanto está a falar do caso particular, do assunto em si, ou então a generalizar, partindo do tema da conversa, mas por vezes nem tendo muito sentido a generalização com base nesse tema... Confusos? Bem, depois disto, como é que é possível as nossas conversas não degenerarem em discussões?

26.7.13

Sem Facebook - Dia 0

Trago novidades.
A minha candidatura à universidade já foi feita, apesar de continuar com dúvidas sobre se será a melhor opção, no entanto, de uma maneira, diria, egoísta, conforta-me saber que não sou o único com dúvidas e preocupado com o meu futuro académico.
Ainda há muito para ser tratado - bolsa de estudo, alojamento... -, mas estou confiante de que vou entrar na minha primeira opção, longe de casa. Sim, quero sair daqui, aliás, preciso de sair daqui! Vai ser complicado, mas o ambiente nestes últimos dias só tem contribuído para este meu desejo crescer cada vez mais. Não sei se sou eu que sou uma má pessoa, uma pessoa horrível que não se importa com ninguém, ou se, simplesmente, sou mal entendido pelos meus pais; de uma maneira ou de outra, as discussões sucedem-se, infelizmente.

17.7.13

Quem me dera conseguir acreditar no Destino

Quem me dera conseguir acreditar no Destino.
Quem me dera conseguir acreditar em algum tipo de predestinação, alguma coisa que me fizesse sentir que era isto que eu devia estar a fazer e não outra coisa qualquer, que me fizesse sentir que este é mesmo o meu lugar e não outro qualquer, que me fizesse sentir que este é o meu caminho, que eu nasci para isto e não para outra coisa qualquer.
Infelizmente, eu não consigo acreditar no Destino, não consigo acreditar numa vida onde tudo aquilo que eu fiz, faço e farei, está escrito num livro, já foi traçado permanentemente nesse malfadado livro e que não há nada que mude isso. Isto significaria que eu seria um fantoche a representar aquilo que alguém escreveu e isso é impensável! Aliás, toda a ideia de que eu não sou livre de mudar a direcção da minha vida quando quiser, assusta-me simplesmente.
Sendo assim, não conseguindo eu acreditar no Destino, sinto-me perdido. Estou numa encruzilhada e, de onde eu vejo, não tenho apenas dois caminhos para decidir, mas dezenas! Sou eu que tenho de decidir, não está escrito, portanto, se eu seguir por um caminho, chegarei a um lugar, se eu seguir por outro, chegarei a outro lugar. Mas como vou eu saber qual é o lugar melhor para mim? Ou seja, como vou eu decidir que caminho é o correcto para eu seguir, sem olhar para trás e pensar que devia ter escolhido outro qualquer?
Continua tudo cheio de nevoeiro, não há sinais de que este vá levantar nos próximos tempos e isso assusta-me…
Seria tudo tão mais fácil se eu acreditasse no Destino.

P.S: Não tenho tipo paciência para ler blogs, desculpem-me, mas ando preocupado com isto das candidaturas e não tenho muita cabeça... 

11.7.13

Exames

Não tenho andado com vontade de escrever aqui, nem tenho, sequer, coisas dignas de aqui registar, mas hoje fui ver o resultado dos exames...
Tive 16 a português e a matemática, 157 e 155, respectivamente, e a melhoria que queria fazer a Biologia, esqueçam, tive 12. No big deal, fico com o 14 do exame do ano passado, para me candidatar, se tiver de o usar.
A questão é, candidatar ao quê? Sim, as coisas ainda estão assim... De qualquer maneira, tenho até dia 17 para pensar nisso e, depois, ainda até dia 9 de Agosto, quando acabam as candidaturas da 1ª fase.
Decidi que não vou à 2ª fase dos exames, acho que não vale a pena, porque não creio que fosse melhorar muito mais para causar diferença, tanto na nota final de disciplina como na de exame, por isso...
Agora é decidir o curso, fazer as continhas e tal e gozar um bocado as férias que também mereço (aka sair de casa e ir para outro sítio qualquer, sem pc, para ler muito e descansar).

Eu vou dando notícias e, entretanto, pode ser que ponha aqui um textozinho mais giro, sei lá...

4.7.13

Eu queria escrever qualquer coisa, para dar conta de que estou vivo, mas não sabia o quê. Mas agora já sei!

Desde Domingo até a este momento, vi o último episódio de 3 séries diferentes que já me acompanham há algum tempo. O que é que isso tem de especial?
Nada, se eu fosse outra pessoa e se a altura não fosse esta, mas tendo em conta que este é um tempo de despedidas, de grandes decisões que afectarão o meu futuro, em suma, de mudança de vida, então tem muito de especial!  Simboliza, somehow, o fim de um relacionamento de anos com as pessoas com quem convivi nestes anos de secundário (que, deixem-me dizer, não foram nada de especial), os meus amigos, com quem vou manter contacto, ou então, esquecer completamente.
Este é um tempo em que se vai iniciar um novo ciclo, mais um! Lembro-me de que, quando era mais pequeno, tinha diários onde escrevia os meus imensos problemas e que, quando comecei o quinto ano, porque tinha de começar a apanhar o autocarro para ir para a cidade, decidi escrever numa folha do diário em letras garrafais: Uma Nova Etapa. Acho que nunca mais escrevi no diário, mas isso não importa.
É mesmo uma nova etapa que, espero, comece este ano e me seja muito favorável, com céus limpos e muito sol. Porque, para já, está tudo cheio de nevoeiro à minha volta e eu não sei para onde estou a ir, não vejo nada!


17.6.13

O Exame.

Sim, fiz exame. Na minha escola, só duas salas não fizeram exame, na outra escola secundária da cidade, só duas salas fizeram exame. Apesar disso, só soube que ia fazer exame, quando faltavam 5 minutos para as 9.30h, o início da prova.
Na meia hora que passei dentro da sala - desde as 9h até às 9.30h - via gente no corredor de um lado para o outro, professores a vir à porta da sala perguntar se a professora estava sozinha... Para quem não sabe, são precisos dois professores por sala para vigiar o exame, se não chegasse outro professor, não poderíamos ter exame. Por isso, se houve falar das irregularidades em algumas escolas, como alunos a fazer exames em refeitórios e ginásios ou professores de português a vigiar a própria prova (o que é ilegal).
Enfim, sei que não entrei nervoso para a sala, estava muito calmo, tendo em conta que quase não estudei para este exame, em detrimento daquele que vou ter amanhã, mas com toda aquela agitação - e não me esqueço da cara da Directora da minha escola, muito preocupada, como nunca tinha visto - e a incerteza da realização do exame, fiquei nervoso, que até tremia.
Lá chegou um professor para a minha sala, a Directora foi vigiar a outra ao lado e eu lá acalmei.
Sinto-me beneficiado e prejudicado por ter feito o exame hoje. Beneficiado, por um lado, porque já está feito, é menos uma coisa com que eu tenho de me preocupar. Mas, por outro lado, sinto-me prejudicado, porque quem não fez o exame hoje, vai ter mais tempo que eu para se preparar. É que eu, ao mesmo tempo que me preparava para o exame de Português, também me preparava para o exame de Biologia e Geologia de 11º ano, para fazer melhoria de nota. Para não falar do facto de que o exame pode ser mais fácil ou mais difícil do que aquele que eu fiz, resultando em descontentamento de um dos lados, sempre.
O Ministro disse que o grau de dificuldade é o mesmo, tudo bem, até pode ser, mas isso não garante a total equidade da situação, com uns a terem mais tempo que outros, uns a serem filhos e outros enteados. Aliás, aqui, a bem dizer, isso nem se pode dizer, porque ninguém escolheu se queria ou não fazer exame.
Enfim, isto é uma palhaçada autêntica, mas, repito, concordo com esta greve e continuo do lado dos professores. Acho que, depois de um pré-aviso de greve para um dia de exame, a coisa mais sensata seria marcar o exame para outra data, mas o Ministro decidiu ser teimoso, pelo que, agora estamos nesta situação.
Enfim, juro que queria ser sintético!

12.6.13

Sobre o Crato e as suas crati(ni)ces

E a modes que ando aqui irritado por ter um ministro finca-pé, que não cede, mesmo que isso possa prejudicar os alunos, ele que só pensa nos alunos (ui, grande dose de ironia que vos servi agora!), a liderar o "meu" Ministério.
Na minha opinião, que vale o que vale, o exame deveria ser alterado. Há um pré-aviso de greve, se os professores decidirem avançar com a greve ao exame, o mesmo pode-se realizar em alguns estabelecimentos e não se realizar noutros, ou até mesmo dentro de um estabelecimento, em que se pode dar o caso de não existirem professores suficientes para todas as salas. Se isto suceder, faz-se o exame? Acontece que, se se fizer o exame acaba-se com o seu objectivo, que é por os alunos em pé de igualdade, realizando uma prova igual para todos, à mesma hora, em todo país. Mas, se nuns lado se fizer e noutros não, acaba-se com essa igualdade.
De facto, ao colocar os alunos numa situação destas o excelentíssimo, competentíssimo e muy digníssimo senhor ministro (xii, agora é sarcasmo!) não está a proteger os alunos! Antes, está a criar uma situação confusa e infantil, que só vai é prejudicar os alunos, como eu.
Apesar de toda esta situação me poder vir a prejudicar de alguma forma, eu concordo e apoio a luta dos professores, porque não se pode querer manter a mesma qualidade de ensino, quando este está a ser constantemente alvo de cortes... nas pernas!
Nem vale a pena dizer mais nada...

7.6.13

(Frases) Simples

Hoje é o baile de finalistas.
Eu não vou ao baile de finalistas.
Eu não tenho dinheiro.
Convidaram-me para ir jantar ao McDonalds.
Está a chover.
Não há dinheiro na conta.
Não me quis repetir...
Isto é uma merda.

Acho que gostava de ir...

3.6.13

É tão aborrecido quando as pessoas que integram os diferentes planos da minha vida se dão umas com as outras, fazendo parecer que o mundo não é assim tão grande como nos fazem acreditar.
Ai, sei lá, dá-me uma sensação de claustrofobia, por pensar que estou preso nesta terra, as caras sendo sempre as mesmas e meio mundo conhecendo a outra metade. *arrepio*

É que já nem cortar na casaca se pode... Irra! 

20.5.13

Ando chateado.

Deveras chateado, aliás! Com a escola e com a vida em geral, mas vamos por partes.
Na escola, temos Intermédio de Matemática na Sexta e a professora, de modo a cumprir com a matéria que saía para o Intermédio, decidiu dar duas estonteantes aulas de matéria teórica, sempre a andar, a correr seria mais apropriado, em que demos praticamente toda a matéria de Complexos e Números Imaginários em duas aulas de 90 minutos. E eu ando ali a nadar, como se já não bastasse o que nado nas aulas de natação. O que ainda me vai safando são as Explicações, porque, se assim não fosse, era o descalabro total! Mas irrita-me o facto de eu tentar colocar dúvidas nas aulas, ainda que básicas, e a senhora dizer que não posso, não posso, ai, tenho que avançar, tenho que fazer mais uns exercícios ali à frente, então, mas vá, diga lá, diga lá, ai, mas rápido, rápido, que eu estou com pressa! Esqueci-me de mencionar que ela tem um problema qualquer que a impede de ser normal e faz com que ela seja um pouco acelerada... Mas é uma professora boa e eu gosto dela e ela explica bem e faz-se compreender. Mas, enfim, irrita-me! E irrita-me que as professoras lá da escola tenham acordado em despejar esta matéria para o Intermédio, em vez de a terem dado devagar e terem feito com que realmente percebêssemos, descontando depois os exercícios do Intermédio cuja matéria não tínhamos dado. Mas não! Não! Despejamos a matéria, isto é elementar, nós somos super crânios a matemática e por isso aguentamos. Se as notas descem e estão más é porque eles (nós) é que são burrinhos. Ah, por favor, depois não admira que Matemática tenha uma média horrível em termos de Exames Nacionais.
Acrescentando mais esta situação à já de si horrível vida que tenho, é o paraíso! A minha vida está, como dizer?... Parada? Acho que é isso... Não conheço gente, porque eu não sou dado ao social, depois sinto-me sozinho. Muito sozinho! Ontem descobri que o meu ex e eu partilhamos a mesma crush (sim, o post anterior referia-se a ele), o que se torna estranho e é uma ironia dos diabos, que, à pouco, quando soube, me fez rir imenso, porque, realmente, tinha piada, mas agora não lhe acho a piada, mais, estou deveras chateado.
Ah, mas já tinha dito isto...

P.S: Agora que tenho as leituras dos blogs em dia (mas desculpem, não comentei nada), já acho legitimo escrever aqui.

15.5.13

Tinha-me lembrado de uma forma gira de começar a escrever este post, mas esqueci-me, e agora só me lembro que queria dizer que acho que nunca o vi sorrir...

28.4.13

Exercício Introspectivo

Isto de ter um blog lido por pessoas que me conhecem pessoalmente e que me vêem quase todos os dias, por pessoas que já conhecem a minha cara..., retira-me um bocado da liberdade de usar o blog como algo com uma função semelhante a um diário, na medida em que me é difícil escrever sobre o que vai dentro de mim, sabendo que alguém do outro lado, que me conhece, vai ler. Tento despir-me completamente enquanto escrevo, mas uma coisa é ficar nu estando sozinho e outra é ficar nu estando na presença de alguém que nos olha de frente.
Contudo, há coisas que precisam ser ditas, coisas que precisam ser questionadas, postas em causa, se não para obter respostas, pelo menos para se libertarem de mim, serem exteriorizadas, para diminuir o peso que pesa na alma. E, embora, o diga não dizendo, há vezes em que preciso de ser directo (brutalmente, sem me esconder em subterfúgios) e não posso, porque não me sinto bem com o meu corpo.
Tudo isto está relacionado com o que está a acontecer cá em casa, onde diálogos (é um óbvio eufemismo) que querem ser esclarecedores, se perdem no meio de diálogos cujo objectivo é tratar do acessório e não do problema em si, sim, porque existe aqui um problema enorme, mas os diálogos que pretendem ser esclarecedores degeneram naqueles que apenas tratam do acessório, acabando em lágrimas e palavras duras, irreflectidas, de cabeça quente, por ocasião do momento.
E depois, existo eu, neste diálogo silencioso, ou melhor, monólogo, ou nada disso, porque não falo, escrevo, que, não querendo dizer, já disse quase tudo, vejo-me a braços com várias crises, incluindo a minha. Todas elas são existenciais, creio eu, mas diferentemente motivadas; são coisas que escapam ao meu controlo.
Por um lado, temos, talvez, a crise económica a causar uma crise existencial, a impotência face a tudo o que está a acontecer em Portugal; por outro lado, temos, seguramente, a revolta pela sua condição, a perspectiva de uma vida condenada a ser sempre assim, ou a piorar, não há esperança de melhoria; por outro lado ainda, temos, evidentemente, a incerteza quanto ao futuro, o medo do que aí vem, o sentimento de abandono e incompreensão.
Ainda que não esteja a ser directo, isto está-me a fazer bem e depois há a hipótese, por preguiça ou vergonha, de guardar este exercício introspectivo e de não o publicar; ainda não me decidi.
Hoje, despi-me da cintura para cima, e, talvez, um pouco abaixo disso, um pouco de cada vez, para não provocar traumas.
(A porta fechada, o silêncio e o isolamento são o que sobra daqueles diálogos...)

24.4.13

Não é por nada, mas ainda ontem vos dizia para me oferecerem um telemóvel com Internet e hoje o software do meu bichinho foi à vida. Já não tem garantia, pelo que mais vale comprar um novo e se cada um der um bocadinho, torna-se menos pesado. Então vá, procurem-me um telemóvel com as seguintes características:

  1. Teclado físico qwerty (não quero cá touchices, telemóveis sem teclas, horror!)
  2. Wi-fi. 
  3. Internet. 
É pouco, certo? 
O meu problema é que não tenho dinheiro nenhum e as finanças cá em casa estão péssimas... Vou ali enfardar Nutella, para afogar as mágoas.

23.4.13

Vim aqui desabafar sobre o tempo, porque não me apetece estudar e falar do tempo é sempre um bom tópico para matar tempo

Estamos naquela altura do ano em que já se vêem pessoas de calções e manga-curta, mas ainda se encontram pessoas ajuízadas que ao primeiro raio de sol não despem metade da roupa, hoje sou uma dessas pessoas. Estava frio, por isso vesti o casaco que uso no Inverno e até trouxe cachecol! Agora, está calor e eu já despi o casaco... Ou sou eu que saio de casa muito cedo (8 da manhã), ou sou eu que tenho muito frio (humm, um pouco), ou é o raio do tempo que anda a gozar comigo. Tal é, que no fim-de-semana há previsões de chuva!

[E aqui ficava uma fotografia minha, todo encasacado, mas ainda não tenho um telemóvel ultramoderno que me deixe aceder à Internet, por isso... Ofereçam-mo.]

22.4.13

Colapso


Nem precisamos de inimigos. Sempre nos bastámos a nós mesmos para nos derrotarmos. Mia Couto.


Começámos de mansinho a não esquecer, a guardar para mais tarde as dores, a criar rancores; começámos a deitar tudo para dentro, enquanto o devíamos ter deitado para fora; começámos de mansinho a encher o copo, gota a gota, que grão a grão enche a galinha o papo, mas um dia a galinha fica cheia e o copo transborda e o mundo colapsa a partir de dentro.
Gritámos tudo o que tínhamos guardado para dentro durante muito tempo, incendiámos o mundo com os nossos clamores, destruímos tudo aquilo que tínhamos construído, tudo aquilo que se tinha construído… As florestas ardem, os edifícios caem, as pessoas correm desesperadas e gritam desalmadas, é o nosso mundo que vai acabar!
O meu mundo está a ruir, está-se a desmoronar à minha volta e eu não posso fazer nada. O meu, o teu, agora que já não há nosso, o de toda a gente. Entrámos numa espiral ascendente de egoísmo, mesquinhez e egocentrismo, acabou-se o dinheiro, a comida, a felicidade, acabou-se aquilo que nos unia, a faísca, a chama, que degenerou em cinzas e que agora voam, vão, se afastam, acabou-se o mundo como o conhecíamos, como o construímos, os dois.
O céu está carregado de plúmbeas nuvens, os incêndios proliferam e as ruínas invadiram a paisagem como se de um vírus contagioso se tratasse. Agora chove, como se o próprio mundo estivesse a chorar, lamentando-se pela destruição causada, saudoso dos tempos em que a paz era lei e a felicidade era abundante. Sou eu que choro.
Os gritos continuam, estamos visivelmente embriagados com o calor do momento, somos cruéis, queremos magoar-nos o mais possível, uma vez solto o monstro que existe dentro de nós, é muito difícil voltar a esconde-lo nas profundezas do nosso ser e por isso continuamos a destruir o mundo, continuamos a incendiá-lo.
O colapso teve epicentro em nós e separou-nos em dois. Eu, tu. Separados pelas barreiras que criámos à nossa volta, que nos tornaram insensíveis um ao outro, separados por uma vírgula, que a gramática também é impiedosa.
O colapso aconteceu, a tempestade veio, mas logo virá a bonança.

P.S: Não era assim que queria fazer o meu regresso ao blog, depois deste tempo todo de ausência, mas paciência, apeteceu-me. 

29.3.13

Fred Astaire is the man for you!

[San Cisco - Fred Astaire]

Adoro isto, adoro, adoro, adoro! Não consigo ficar quieto, sempre que ponho isto a tocar.

27.3.13

Londres #1


Londres vive-se através dos sentidos: sente-se no frio que se entranha nos ossos e nos enregela as mãos, vê-se através da pluralidade de cores e formas, do antigo e do moderno, ouve-se na variedade de línguas que se escutam numa simples viagem de metro, saboreia-se no chá quente, que nos aquece por dentro, enquanto o frio nos congela por fora e, por fim, cheira-se nos cozinhados provenientes de todo o mundo e reunidos ali.
Londres é uma cidade multicultural e profundamente rica por causa disso! Os indianos são quem abunda, mas existem pessoas de outras paragens (americanos, holandeses, alemães, noruegueses, nuestros hermanos espanhóis e até libaneses, como o era o recepcionista do hostel onde ficámos) que dão um toque exótico e mais solto a toda aquela formalidade e rigidez.
Para um provinciano como eu, sair deste fim do mundo e parar em Piccadilly Circus é coisa para causar um profundo choque, do qual não se recupera facilmente. A cor, a luz, as pessoas, é tudo tão diferente! Mesmo em Lisboa, que, achava eu, é uma cidade grande e desenvolvida, não se vê esta cor e energia; lá, em terras de Sua Majestade, as pessoas parecem mais simpáticas, bem-humoradas e, principalmente, mais bem-educadas! Em Lisboa (não ouso comparar a minha pequena cidade do interior à grande metrópole capital de Londres), as pessoas são mais carrancudas, menos simpáticas e menos acolhedoras.

25.3.13

Já cheguei, in one piece, mas só amanhã é que vos conto coisinhas. Cheguei ontem de Londres, consegui perder o último autocarro para casa, consegui perder o primeiro de hoje, pelo que só cheguei às duas da tarde a casa... Vou arrumar as coisas, por séries em dia, descansar e amanhã falamos! =)

16.3.13

Viagem de Finalistas

É AMANHÃÃÃ!!!! Amanhã começa, oficialmente, a minha viagem de finalistas e eu estou super nervoso!
Gostava de dizer assim alguma coisa mais interessante, mas é isto... Apanho o comboio para Lisboa, de manhã, vou almoçar a casa dos meus tios, dormir numa casa com o resto do grupo e siga para o Aeroporto às 7 da manhã.
Se puder, durante a semana, venho aqui fazer uns updates, senão, até à próxima segunda-feira! =)

14.3.13

TORTURA!

Combinámos às 9 horas. Eram 9h05 quando eu cheguei e ainda não estava lá ninguém. Esperei dois ou três minutos e ninguém chegou. De repente, sinto alguém atrás de mim, uma mão e depois outra agarraram-me e controlaram-me enquanto me debatia contra aquele abraço de ferro.
Acordei numa maca, numa sala muito iluminada, sem roupa. Assim que abri os olhos começaram logo a espalhar algo quente e pegajoso pelo meu corpo, não consegui ver o que era, pois estava deitado e preso, pelo que não conseguia levantar a cabeça mais do que 1 centímetro.
Arrancaram a substância quente e pegajosa da minha pele. Gritei. O que é que tu sabes?, perguntaram eles, Não sei nada, por favor!, respondi eu. Resposta errada: a substância foi de novo aplicada à minha perna e arrancada, quase levando pele atrás. NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!, gritei. Não parecia existir vivalma nas redondezas, caso contrário teriam acorrido a tamanho berro.
Conta-nos tudo aquilo que queremos saber e deixamos-te ir.
Mas eu não sei nada, respondi-lhes por entre soluços, Não sei nada, por favor, não sei nada!, desatei a chorar.
Outra dose daquela substância quente e pegajosa foi aplicada, e outra logo a seguir, sendo retiradas logo a seguir sem dó nem piedade, sem palavras. A dor era tão intensa que perdi os sentidos, não sei quanto tempo fiquei inconsciente, mas quando acordei, a substância quente voltou a ser arrancada da minha pele e foi aí que soube que estava tudo perdido, ia morrer ali, triste fim, para uma vida ainda tão curta. A menos que...

13.3.13

Countdown


Parto no Domingo para Lisboa e Segunda-feira às 9h tenho voo marcado para Londres. 
Já falta muito pouco! 

11.3.13

Cogito Ergo Sum

É um livro genial que coloca a vida depois da morte sob 40 perspectivas.
E se na vida depois da morte houvesse um desdobramento do nosso ser em todas as nossas idades? Esta é uma das perspectivas analisadas, num livro que prima pelo brilhantismo e pela simplicidade com que é lido.
No entanto, daqui a uns anos, quando voltar a ler este livro novamente, o que seguramente farei, vou ter um outro entendimento e mais experiência para apreciar este livro de maneira diferente!

O próximo livro que vou ler será bastante adequado para levar a Londres: Uma Morte Súbita.

8.3.13

A Mentira Sagrada

Um livro absolutamente fantástico e inteligente. Enquanto vagueamos por uma história onde nada nem ninguém parece ser o que é e onde todos têm motivos ocultos, descobrimos segredos escondidos pelo Vaticano e algumas das conspirações que por lá existem.
Descobri ser o segundo volume de uma série de aventuras protagonizadas por Rafael Santini e Sarah Monteiro, sendo que o primeiro, creio eu, é "O Último Papa" e o terceiro, quase a ser lançado, é "A Filha do Papa".
Embora nenhuma das histórias esteja ligada intrinsecamente a qualquer outra, as personagens  neste livro, já se conheciam do anterior e existem referencias a isso, no entanto, não compromete a história. Também no final deste "A Mentira Sagrada" se faz referencia ao tema do próximo livro.

Confesso, no entanto, que já estou um bocado cansado deste tipo de livros. Sim, a emoção das rviravoltas a cada virar de página é fantástica, mas já não me dá tanto gozo como dava há uns anos... Sei lá, acho que estou a ficar demasiado velho para apanhar sustos, com estas mudanças repentinas na história. Isto para dizer que não pretendo ler os outros livros que mencionei acima.
Agora, o livro que eu ando a ler (que está ali ao lado e que tem um título para lá de intelectual) é, exactamente, para lá de fantástico! É um livro que vou querer, certamente, reler.

3.3.13

Eu gostava de ser mais...

Eu gostava de ser mais espontâneo. Chegar e dizer tudo, sem falar, num simples abraço, capaz de abarcar todo o mundo, por ser tão grande, e tão apertado, que nada mais lá coubesse a não ser tu e eu. De ligar e dizer "gosto muito de ti" e do outro lado responderem-me com voz ensonada "anh?", gosto muito de ti, foi isso que disse à pouco e que não percebeste, pudera, é de madrugada e há gente a dormir ao lado, tenho que falar baixo. Não o repeti quando me perguntaste o que tinha dito, porque sou assim, tenho medo...
Gostava, por isso, de ser mais destemido. Abrir o coração, deixar a razão de lado e dizer o que sinto, não importa o que acontece depois, desde que saibas o que sinto agora.
E também gostava de ser mais poderoso. Mais poderoso, por oposição a impotente; de não me ficar por um simples "eu sei": porque eu sei que sei e tu sabes que eu sei que sei! Ser mais poderoso, mais pro-activo: agir, lutar por ti, por mim, por nós.
Não será a mesma coisa, nunca será a mesma coisa. Apesar de a Terra girar em torno de si própria e em torno do Sol e de passar sempre pelos mesmos sítios, de tempos a tempos, não significa que a própria Terra, em si, esteja igual, ou sequer tudo o resto! Nunca nada será igual ao que era antes, por mais que queiramos tudo muda, nós, os outros, o que nos rodeia, nada permanece igual. E assim, eu e tu, fomos afastados por um mar de mudança, eu aqui e tu aí, além, lá, longe, distante, inatingível e eu tentava perceber, acompanhar a mudança, com medo de te deixar para trás e a deixar-te mesmo para trás. Eu mudei, tu mudaste, crescemos, isso é bom!
Num mundo perfeito, nunca deixaríamos um mar separar-nos, mas, ao invés, nadaríamos juntos em direcção ao infinitamente longe, ao febril horizonte.
Eu gostava de ser mais, mas sou assim. E vou lutar por nós.
Pela primeira vez este ano, não tenho nenhum blog por ler... Uff!

Eras tu desse lado e eu não estava contigo,
Outrora éramos nós, um só, agora dois seres perdidos para sempre...
Encontrámo-nos perdidos e sozinhos
E assim vivemos juntos, por muitos e longos meses,
Mas a Noite chegou, e eu nunca mais te vi.
Agora vivo perdido sem saber de ti,
Tu vives perdida sem saber de mim,
E os dois vivemos sozinhos, sem saber um do outro.

Talvez um dia amanheça e a luz me ajude a encontrar-te,
Talvez um dia possamos voltar a viver juntos, perdidos e sozinhos,
Talvez um dia eu te consiga compreender na tua imensidão,
Talvez um dia eu não me sinta tão impotente e te conforte,
Talvez um dia tudo mude...


27.2.13

Ironia!


Isto de viver numa aldeia onde toda a gente se conhece, pode não ser giro ou pode ser. Pode não ser giro, porque se conhecem uma pessoa, comentam e inventam para ali coisas e enfim... Ou pode ser giro, que o carteiro, não estando ninguém na minha casa, vai deixar uma encomenda ao emprego do meu pai. Já não é a primeira vez que não deixa as coisas na minha casa, pois, alegadamente, não há ninguém em casa, mas há. Sim, existe um maior conhecimento, uma maior confiança, mas não acho engraçado as pessoas ficarem a guardar as minhas encomendas (nem vice-versa, excepto raras vezes, em ambos os casos), porque, lá está, comentam: "Não estava ninguém em casa, para onde é que terão ido a esta hora?!".
Não fosse isto o suficiente, ás vezes deparamo-nos com coincidências que nos fazem rir: a encomenda que foi entregue no emprego do meu pai, era um livro que mandei vir do site da Presença e que fala exactamente de um homem já adulto, cujo pai era uma figura emocionalmente distante. Ora, para quem me tem acompanhado regularmente, assim, uma vez por outra, que sempre também é chato, sabe que eu e o meu pai não temos a melhor das relações...
Enfim, uma ironia do destino!

25.2.13

É impresão minha...

... ou a minha adorada Meryl usou o mesmo vestido que no ano passado, só que desta vez em cinzento?

Nos Oscars 2012.

Nos Oscars 2013.

É a crise!

Resumindo...

Melhor Filme: Argo
Melhor Actor: Daniel Day-Lewis
Melhor Actriz: Jennifer Lawrence
Melhor ator secundário: Christoph Waltz - Django Livre
Melhor atriz secundária: Anne Hathaway - Os Miseráveis
Melhor director: Ang Lee - As Aventuras de Pi
Melhor roteiro original: Quentin Tarantino - Django Livre
Melhor roteiro adaptado: Chris Terrio - Argo
Melhor Filme Estrangeiro: Amor (Áustria)
Melhor canção original: "Skyfall" (Adele) - 007 - Operação Skyfall

Portanto, basicamente, se forem ler o post com as minhas escolhas, acertei em quase tudo! 
E agora, vou ver se durmo uma hora...

Oscars 2013 #2

Abertura fantástica.
Homenagem brilhante aos musicais.
Um empate numa categoria!
Anne Hathaway a ganhar o Oscar.
Amor a ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Lincoln está a perder tudo...

Até agora, um espectáculo fantástico, mas com premiações previsíveis.

Oscars 2013

Posso-me arrepender de manhã, mas está a valer a pena! A abertura com o Seth Macfarlane foi brilhante!
A Kristin Chenoweth está muito gira!
Nicole Kidman, num vestido que toda a gente adora, mas que eu odeio.
Adele, sempre bem em preto! Podia variar, mas se for como nos Grammys, então fica-te pelo preto!



O Espectacular e a Desilusão

Zoe Saldana, fantástica!
Anne Hathaway, querida, porquê?!


Este ano é o vestido que me vai usar a mim... Ah e não vou ligar nenhuma ao cabelo!

Jennifer Anniston

O Melhor!

Charlize Theron. 

Jane Fonda, nem te deviam deixar entrar... Por outro lado, já não precisa de usar colete reflector.

A Amanda Seyfried está...  Interessante. Não está totalmente má, mas não está assim tão gira.

Red Carpet in Red (Like Last Year)

Sally Field com um vestido pouco interessante e com uma cauda parva.

Kerry Washington com um vestido VERMELHO, a foto é que não é boa, que está muito bom!

24.2.13

A menina do nome esquisito...

É a mais nova nomeada ao Oscar de melhor actriz e toda a experiência deve estar a ser um conto de fadas, daí o vestido à-Princesa-da-Disney.

Quvenzhané Wallis

Não gosto.
Reese Witherspoon

Este é o ano de mostrar mamas!

Esta pequena tem o vestido a escorregar... Mas acho piada ao vestido!
Brandi Glanville
 E esta tem um decote imenso!
Samantha Barks aka Eponine (Les Mis)

Eu queria gostar porque me faz lembrar aquelas Divas de antigamente, em Hollywood. Definitivamente, adoro os lábios vermelhos e o cabelo, mas o vestido é demasiado da cor da pele dela!

Jessica Chastain

Portanto...

A Kelly Osbourne está... assim... not that good.


P.S: Vou criar uma etiqueta só para os Oscars.

É noite de Oscars!

Vou ficar acordado e vou ver tudo, do princípio ao fim. Não me interessa que não tenha tempo de dormir, antes de o despertador tocar às 6 da manhã, para ir tomar banho, nem que tenha teste de matemática na Quinta e que Segunda-feira seja um dia para o lixo... Aliás, isso resolve-se com uns cafés!
Depois do discurso rebelde, os meus favoritos:

Melhor Filme:

Bestas do Sul Selvagem
Guia Para Um Final Feliz
A Hora Mais Escura
Lincoln
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Amor
Django Libertado
Argo


Os meus favoritos para o Oscar de Melhor Filme são Amor, Lincoln e Argo. Mas acho que Lincoln vai ser o vencedor, embora Argo tenha ganho praticamente tudo o que havia para ganhar nas outras entregas de prémio. Não acho que a Academia vá premiar um filme francês outra vez, embora Amor esteja fenomenal! Se Amor não ganhar nesta categoria, sempre pode ganhar em Melhor Filme Estrangeiro, o que é muito provável!
As Aventuras de PiOs MiseráveisBestas do Sul Selvagem Django Libertado são filmes muito bons, mas não têm a mínima hipótese contra os meus favoritos. Pi tem um visual incrível, mas de resto, não consegue competir com Lincoln, por exemplo, aliás, é um forte candidato a ganhar os Oscars mais técnicos como o de Fotografia, Edição e Efeitos VisuaisOs Miseráveis aborda uma história já gasta, apesar de ser bastante interessante; Bestas do Sul Selvagem é um espectacular, mas este ano há filmes melhores; finalmente, Django é entretenimento fantástico, não nos aborrece, mas o argumento é o mesmo que para Bestas, este ano há filmes melhores.
Quanto a Guia Para Um Final Feliz alguém que me explique o que é que este filme está a fazer ali.

Melhor Director:

Michael Haneke (Amor)
Benh Zeitlin (Bestas do Sul Selvagem)
Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Steven Spielberg (Lincoln)
David O. Russell (Guia Para Um Final Feliz)

Creio que seja Ang Lee ou Spielberg a ganhar este Oscar.

Melhor Actor:

Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Denzel Washington (Decisão de Risco)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Bradley Cooper (Guia Para Um Final Feliz)
Joaquin Phoenix (O Mentor)

O meu favorito é, claramente, Daniel Day-Lewis! Ele desapareceu por detrás da face de Abraham Lincoln e fez uma actuação incrível. Vou ficar surpreendido se ele não ganhar, mas ficarei um pouco menos surpreendido se perder para o Jackman.

Melhor Actriz
Naomi Watts (O Impossível)
Jessica Chastain (00.30 A Hora Mais Negra)
Jennifer Lawrence (Guia Para Um Final Feliz)
Emmanuelle Riva (Amor)
Quvenzhané Wallis (Bestas Do Sul Selvagem)

Estou perdido aqui... Adorei Emmanuelle Riva, mas não sei se eles se vão virar para os franceses outra vez. Naomi Watts também esteve fantástica. Tenho muitas dúvidas de que Quvenzhané ganhe e não me parece de todo que a Jennifer Lawrence ganhe! Jessica Chastain esteve bem... Mas eu não gostei do filme.
Se tivesse de escolher, seria Emmanuelle Riva.




20.2.13

Confesso!

Depois de escrever um post, de me ter dedicado a ler outros 500 (e ainda me faltam quase 250), apercebi-me que sinto muita falta disto! E agora estou a recriminar-me por ter "abandonado" não só o meu blog, como também os outros.

O único senão é que deitar-me por volta das dez da noite, não é compatível com estar no pc em dia de semana, porque eu sou um viciado e nunca mais de cá saio!

P.S: Hoje tive Intermédio de Português e correu lindamente. A gramática está toda bem e o resto, não foge aos critérios, maneiras que espero uma nota superior a 16.

Amour

A ideia que eu tenho do cinema francês (e dos filmes do Manoel de Oliveira) é a de que este é estático, silencioso, algo que assusta os filmes de Hollywood, que têm sempre alguma música de fundo. E o filme que eu fui ver ontem à noite, confirmou esse estatismo, esse silêncio, mas de uma forma positiva!
Amor, filme francês de Michael Haneke, com a participação de Rita Blanco, é um filme sobre o amor no fim da linha, o que equivale a dizer, um filme sobre o amor depois de uma vida, quase a chegar ao fim, em conjunto. 

Assistimos à decadência física e mental de Anne, enquanto o seu marido, fica ao seu lado, cuidando dela da melhor forma que sabe. As cenas são muito intensas e demonstram bem a fragilidade humana e a facilidade como cada um de nós - mesmo que não tenhamos oitenta anos, como os protagonistas - pode ficar dependente de outra pessoa. Não consigo imaginar o sentimento de revolta que isto deve causar, quando a pessoa está perfeitamente lúcida e quando toda a gente fica com pena. Anne não quer falar da sua condição e não quer que tenham pena dela, é um assunto tabu!
[SPOILER ALERT!]