14.12.12

Pequena divagação sobre o tempo atmosférico de hoje

O meu dia começou com o gritar agudo do vento e da chuva a bater na minha janela, gritavam para eu ficar em casa. Entretanto, começou o gritar do despertador para sair da cama e o gritar da minha cama para não ir a lado nenhum. No meio de tanta gritaria obriguei-me a sair da cama: grande erro!
Fui para a escola, o vento continuava na sua gritaria e a empurrar a chuva em todas as direcções, não conseguia manter o chapéu-de-chuva quieto, nem fazer com que ele me protegesse.
O dia estava péssimo: o vento fustigava as árvores, raptava-lhes as filhas e atirava-as aos lobos para morrerem, as pessoas empunhavam, como eu tinha feito, chapéus-de-chuva contra o vento, como se fossem espadas, e estas, guerreiros, mas perdiam sempre, pois o vento era mais forte e não tardava em destruir as frágeis varetas dos chapéus-de-chuva; a chuva caía incessantemente, embora miudinha, e formava pequenos rios que aspiravam a ser tão grandes como o Tejo ou o Douro – tudo é pequeno antes de ser grande.

1 comentário:

um coelho disse...

Tu também és pequeno antes de seres grande.