28.12.12

Twitter Moment XXV

Ás vezes gostava que ele me falasse, que olhasse para mim, que me desse um sinal, que me visse como via antes...

27.12.12

As Estações do Amor

Este foi o melhor Verão da minha vida, conheci-o e amei-o (e ainda amo), mas o Verão tem um fim. Ainda que cíclico, cada Verão é diferente do seu antecessor e do seu predecessor, não é eterno.
Deixei-me levar, mas a distância serviu para me trazer de volta; foi ele, não eu...
Tal como disse, foi o melhor Verão da minha vida, mas acabou, agora sucede-se-lhe o Outono (que já tinha começado há algum tempo, mas que eu não me tinha apercebido) - o tempo da decadência, do ser moribundo -, depois o Inverno - o tempo da escuridão, da morte - e, finalmente, a Primavera - o tempo do Renascimento!

22.12.12

O jantar afinal foi na Segunda-feira. Continuei a não querer ir, mas desta vez dei as minhas razões... Já não venho ao pc desde Terça-feira e não me tem feito falta nenhuma! Desde que não tenha jogos para jogar, não tenho vontade de o ligar...
Tenho aproveitado para por as séries em dia e já acabei a 3ª temporada de White Collar, a 2ª de Homeland e ando a ver outras. Ler, ler muito!
Já acabei A Insustentável Leveza do Ser (quando me apetecer, se me apetecer, porque eu agora ando assim, escrevo qualquer coisa sobre isso) e comecei o Livro de José Luís Peixoto.
Hoje saí de casa, fui vender umas coisinhas numa barraquinha, para a viagem de finalistas e depois fui comprar uns cadernos; de volta a casa, vou vestir o pijama.

Parece que o mundo não acabou... Hoje à noite vou ver o filme 2012 e rir-me um bocadinho.
Se já cá não voltar,

Bom Natal, que a vossa mesa esteja cheia de comida regada com montes de açúcar (afinal, é isso que importa)!

16.12.12

Eu ando assim...

[Pink - Just Give Me A Reason]

Hoje tinha um jantar de Natal, com o meu grupo de amigos (aliás, devem lá estar agora), mas não me apeteceu ir... Eu menti-lhes e disse que vinha cá a minha madrinha (o que foi parvo) e sei que alguns deles vão ler isto aqui, por isso é que me venho explicar (isso e porque preciso de desabafar).
O meu namorado foi para Madrid na quarta, chegou ontem. Nesses dias, não falámos.
Sinto uma coisa estranha entre nós e não sei como fazer isso desaparecer... Ultimamente tenho andado a pensar relativamente muito e sinto-o distante e também acho que estou distante, mas não sei como fazer para mudar isso. Toda esta situação está a fazer com que não me apeteça ir a Lisboa ter com ele. É feio, eu sei, mas sei lá, tenho andado assim... Embora eu queira estar com ele e quando estou com ele me sinta a pessoa mais feliz no mundo, tenho-me andado a questionar onde é que nos vamos parar: não me têm surgido cenários nada bons.
Ainda não lhe falei disto e ele provavelmente vai lê-lo aqui(devo ser estúpido, eu!), mas é algo que gostava de falar com ele.
(Gee, mas eu tenho tantas saudades de o beijar!)
Depois, e a memória é tão cruel e uma filha da puta (perdoem a linguagem), ando-me só a lembrar dos momentos bons que tive com o meu ex... E de como agora nem nos falamos e viramos a cara para o lado quando passamos um ao lado do outro. Isto faz-me perguntar quão diferentes seriam as coisas se... No meio disto tudo, decidi não ir ao jantar, porque ele provavelmente vai lá estar. Não querendo ficar incomodado, nem causar maus ambientes (e porque, sinceramente, não me apetece de todo, depois de passar um Domingo em pijama, arranjar-me para ir sair à noite... eu sei, sou anti-social), decidi ficar por causa e não ir gastar dinheiro. Preciso de poupar para a viagem a Londres e para ver se consigo comprar uma máquina fotográfica nova, baratinha e decente.
E eu tenho andado assim, a pensar demasiado nas coisas. Às vezes gostava de ter a vida perfeita que o meu ex disse que eu tinha... E fiquei a pensar numa coisa que ele me disse, na noite em que cá veio dormir: "e depois, como vai ser? Acabas o 12º ano e vais para Lisboa, não interessa para que curso, interessa é Lisboa?", foi algo assim.
Eu sei que o texto está um bocadinho fora de ordem, mas que se lixe, pelo menos já deitei cá para fora algumas coisas...
E o Natal é daqui a uma semana, a minha casa foi decorada só ontem, mas o meu espírito natalício ainda não chegou, nem deve chegar, ou talvez chegue, quando estiver a enfardar sonhos e fatias douradas... Viva o açúcar, que o mundo acaba na Sexta feira.

14.12.12

Pequena divagação sobre o tempo atmosférico de hoje

O meu dia começou com o gritar agudo do vento e da chuva a bater na minha janela, gritavam para eu ficar em casa. Entretanto, começou o gritar do despertador para sair da cama e o gritar da minha cama para não ir a lado nenhum. No meio de tanta gritaria obriguei-me a sair da cama: grande erro!
Fui para a escola, o vento continuava na sua gritaria e a empurrar a chuva em todas as direcções, não conseguia manter o chapéu-de-chuva quieto, nem fazer com que ele me protegesse.
O dia estava péssimo: o vento fustigava as árvores, raptava-lhes as filhas e atirava-as aos lobos para morrerem, as pessoas empunhavam, como eu tinha feito, chapéus-de-chuva contra o vento, como se fossem espadas, e estas, guerreiros, mas perdiam sempre, pois o vento era mais forte e não tardava em destruir as frágeis varetas dos chapéus-de-chuva; a chuva caía incessantemente, embora miudinha, e formava pequenos rios que aspiravam a ser tão grandes como o Tejo ou o Douro – tudo é pequeno antes de ser grande.

10.12.12

Feeling Good Song #5

[Mika - Blue Eyes]
Este menino precisa mesmo de deixar de ser preguiçoso e começar a ler as 800 actualizações que tem ali para ler... Mas este menino decidiu trocar-vos pela novela e por Homeland, por isso, desculpai qualquer coisinha!

P.S.: Agora a sério, eu tenho de me mentalizar e, numa tarde, ler e comentar isso tudo, não se preocupem!

9.12.12

-Onde está essa vontade de seres o melhor? De seres sempre o primeiro? 

[Tentei responder... Não consegui.]

8.12.12

Diário de Inverno - Paul Auster

Já acabei de ler Diário de Inverno há algumas semanas, mas ainda não me tinha apetecido escrever sobre ele e o tempo nunca abunda.
Quero começar por dizer que este livro de Paul Auster não é para toda a gente, na medida em que, nem toda a gente gosta de ler as memórias de um escritor ou, muito menos, de ler sobre a sua iniciação sexual com uma prostituta, sobre quantas vezes se masturbava…
Este Diário é, talvez, uma conversa de si para si em frente ao espelho, é mais uma reflexão sobre a sua vida como se não fosse dele, como se o escritor não fosse ele próprio e estivesse a contar a história da vida de outra pessoa. Existe um distanciamento entre o escritor e a vida que é contada, provocado pela utilização da segunda pessoa do singular, tu. Ao mesmo tempo, faz com que o leitor se sinta mais próximo da história de outra pessoa.
Não existem capítulos, a unidade métrica é o parágrafo. Este funciona como uma separação entre os pequenos episódios contados, como se fossem, realmente, as entradas de um diário, desde o nascimento, até ao tempo presente. Pelo meio, Paul Auster, reflecte sobre a vida, a morte, de onde veio, para onde vai… Em certos momentos, já não é dele que fala, mas de toda a gente.

Eis algumas passagens, para abrir o apetite:

5.12.12

[Sem Título]


Naquele momento é que eu percebi que nada é eterno, tudo tem um fim, mesmo quando se pensa que as coisas se podem prolongar infinitamente. A vida é uma ilusão, a Morte é uma certeza; a vida prende-nos, a Morte liberta-nos; a vida é complicada, a Morte é simples: para morrer basta estar vivo.
Foi melhor assim. Apesar de já não viver há muito tempo, tendo-se a sua situação agravado cada vez mais nas últimas duas semanas, a minha avó morreu ontem (escrevo isto na Terça-feira).
A Terra continuou a girar sobre si própria e em torno do Sol, as Leis da Física não foram desrespeitadas…, tudo contínua igual, no entanto, ela morreu!
Não consigo explicar o que senti, enquanto ouvia as dezenas de ave-marias que eram desfiadas numa cadência hipnotizante de vozes sem emoção e olhava para o local onde repousava o corpo onde ela outrora vivia. Não sei o que esperava… Talvez esperasse que ela se levantasse, ou que o alvo pano que lhe cobria a cara (e que eu não tive coragem de desviar para lhe ver o rosto…) começasse a ondular, sinal de que respirava, Mas não, nada disso aconteceu.
Por isso, fui forçado a concluir que a Morte era uma certeza inegável à qual ninguém podia escapar, não era algo como a suposta existência de Deus, o Salvador, que nos acolherá na Luz, não, a Morte existe, chega até a ser palpável. Comecei, também, a imaginar quem, da minha família, seria o próximo a estar ali deitado; agora que a Morte se tinha apresentado pessoalmente, ninguém estava a salvo!
Ainda me lembro de ter cerca de quatro anos e de não perceber porque tanto chorava aquela senhora pequenina e vestida de preto, perguntei à minha mãe e ela disse que um senhor se tinha ido embora. Mas embora para onde? Porque não voltava ele?
Agora percebo, muito melhor do que naquela altura.
Foi o primeiro funeral a que fui e o último até agora…
Não fui ao da minha avó. Não, porque não quisesse, mas porque a minha achou que não valia a pena perder um dia de aulas para lá ir e, além disso, ela já não vivia há muito tempo!