21.11.12

A gula é pecado. II

Hoje não houve bolo cheio de creme, há Nutella. Amanhã o pequeno almoço é na pastelaria.

Heartbeat

Acho que nunca tinha falado aqui sobre a tendência para problemas de coração na família da minha mãe, por isso falo agora. A minha avó (mãe da minha mãe) já tinha problemas de coração, um sobrinho dela já fez um transplante de coração há alguns anos e a minha mãe também já fez um, há quase 4 anos e o meu tio, irmão da minha mãe, acho que está na lista de espera para transplante, ou a tentar entrar para lá.
Com todos estes antecedentes, hoje fui fazer um (mas não o primeiro) ecocardiograma, para ser analisado pela médica da minha mãe, em Lisboa. O doutor, que era simpático, no fim do exame, disse que estava tudo bem, que não havia problemas, mas para ir estando atento... Porque pode estar tudo bem agora, mas não quer dizer que eu não venha também a ter problemas de coração, afinal os sintomas, tanto da minha mãe como do meu tio, surgiram por volta dos 30 anos.
Mas também posso não ter!...

Quer-me parecer que falei algo sobre um teste genético que poderia ter que fazer, mas que não expliquei... Pois era para isto.

A gula é pecado!

Desde que estava na aula de Educação Física, que se me vieram umas vontades de me lambuzar com um bolo cheio de creme.
Não sei porque é que foi nessa aula, mas sei que deve ser da carência para eu andar com estes desejos...
O problema é que não tive tempo de ir comprar bolo nenhum! =(

Dá vontade de começar numa ponta e acabar na outra!


18.11.12

Fui visitá-La outra vez...

Que Deus Nosso Senhor se lembre Dela, disse a minha tia, Olhe mãe, está aqui o Seu filho mais novo, a Sua nora, a Sua filha, o Seu genro e o Seu neto mais novo...
E a Sua respiração alterou-se, da respiração calma, passou para um arfar que não significava nada mais do que eu quero falar, mas não consigo!
A este ponto, já não sei se está lúcida, se vive, mas está presa, ou se só existe e já se foi há muito tempo, qualquer caso é triste e ninguém merece.
Já não sei se Ela sai daqui, disse a minha tia, Coitada, está mais para lá do que para cá! A morte é sempre uma libertação...
No entanto, nenhum mostra sofrimento, talvez já se tenham despedido Dela há muito tempo, talvez só reste aquela carapaça velha e a Sua essência já se tenha evaporado...
Hoje estava exactamente no mesmo sítio que estava ontem...

Se ir visitá-la ao lar, quando ainda se mexia, já era penoso o suficiente, então ir ali é ainda mais penoso! A minha tia pediu-me para tirar umas fotos à minha avó, tirei, mas revoltou-me cá dentro, não sei explicar... 

17.11.12

A vida é uma coisa feia.


A vida é uma coisa feia.
Ela jazia na cama, estendida, tal como tinha sido lá posta, não se havia mexido um centímetro que fosse; no nariz tinha uma sonda, que se destinava a tirar-lhe a expectoração. O seu estado era deplorável!
Haviam já decorrido cinco anos em que ela só existia, de vez em quando, mas muito de vez em quando, vivia um pouco, mas no resto do tempo limitava-se a existir. Existia, porque o coração ainda batia, ainda bate, a questão é por quanto tempo mais continuará ele a bater, por quanto tempo mais continuará ela a existir?
No princípio do mês, mal nos reconheceu, só rezava, recitava baixinho as suas orações, sempre, repetidamente, sem parar, quase como uma obsessão, como se fosse aquela a única coisa que soubesse fazer, a única coisa que estivesse destinada a fazer! Hoje já não falou, hoje já nem rezou… Limitava-se a estar ali estendida na cama, a existir ali.
Eu sei que queria falar, mas não conseguia.
A vida é uma coisa feia, por muitos bons momentos que vivamos, nada conseguirá apagar a única certeza da vida: ela tem um fim. E a morte com a sua imprevisibilidade consegue tirar toda a beleza da vida. Talvez não seja tanto assim, mas eu sou assim, eu vivo assim, à espera do fim!
Provavelmente, a imprevisibilidade da morte serve para nos lembrar que todos os momentos são sagrados, mas nem por isso nós somos melhores pessoas e, creio que, nem disso nos lembramos.
Eu lembro. Lembro de tal forma que fico angustiado por saber que nunca irei realizar todos os meus sonhos, todos os meus projectos… Há sempre tanto por fazer e sempre tão pouco tempo!
Mas eu falava de uma senhora que já não vivia, que já não vive há cerca cinco anos, que só tem estado a existir… É a minha avó e hoje fui visitá-la, ao olhá-la não parava de pensar se seria este o tempo em que ela se elevaria aos Céus.

(Uma coisa eu sei, nunca quererei existir, matem-me, não me deixem existir! O meu maior medo é ser prisioneiro de mim mesmo, prisioneiro do meu corpo e do meu cérebro, matem-me, não me deixem existir nunca!)

13.11.12

Mãe é mãe e...

...a minha, quando quer, consegue ser muito observadora, ao ponto de descobrir que eu e o Edu não nos falamos, porque saímos da natação, ele ia à minha frente e eu nem o vi.

12.11.12

Eu (não) estou aqui.


Eu estou aqui. Estou no meu quarto, segunda porta à direita quando se vem da rua e se entra na minha casa.
A minha casa está numa rua larga, com boa vizinhança, numa aldeia nos arredores de uma cidade do interior.
Esta cidade do interior fica em Portugal, o meu país, que está situado na cauda da Europa (ou na cabeça, como preferirem), que é o meu continente. Este continente é um dos 4 (ou 5, ou 6, ou 7, como preferirem) que existe no Planeta Terra, que é o meu planeta e o único que se sabe ter vida inteligente.
Mas eu... Eu não estou aqui. Não estou no meu quarto, segunda porta à direita quando se vem da rua e se entra na minha casa, nem na rua larga, com boa vizinhança, na aldeia nos arredores de uma cidade do interior, que fica em Portugal, o meu país, na Europa, no Planeta Terra, o único que se sabe ter vida inteligente.
Não, eu não estou aqui!
Eu ando por aí, meio acordado, meio a dormir, meio a sonhar, meio a chorar, deslocado do mundo e de mim, já não me reconheço.
Não sei o que sou, nem se sou, talvez viva, talvez exista, certezas não nasceram comigo e duvido que algum dia as terei.
Sei, sim, que não estou aqui.

11.11.12

:(

Ultimamente tenho recebido comentários de alguns seguidores, dizendo que posts como o penúltimo, são aqueles que mais gostam de ler, posts que falem sobre mim e a minha vida. Soube-me bem escrever aquele post! Não escrevo mais, por falta de tempo e ás vezes por falta de vontade, mas também por falta de tema.
Hoje eu tenho um tema, mas não sei se devia falar dele... Posso-me arrepender do que vou escrever e magoar ainda mais a pessoa em questão... Mas preciso de reflectir, por isso, aqui vai.
Eu e o Edu, continuámos amigos, depois de termos acabado. Afastei-me um pouco dele, depois do que aconteceu no Verão, até à alguns dias atrás, em que começámos a falar novamente... Tentámos resolver as coisas e, aparentemente, tudo ficou resolvido... até à quinta-feira passada. 
Uma conversa que começara normalmente, tornou-se numa discussão sobre o passado. Eu sei que o magoei imenso, mas, se é para tentarmos ser amigos, não podemos estar sempre a lembrar o passado e a recriminar as pessoas... 
Não dava para continuar. 
Admito que não tive problemas em dizer que não podíamos continuar a ser amigos, quando todas as discussões iam dar ao facto de eu o ter magoado muito e o ter desprezado. Mas, quando estava a contar que eu e o Edu tínhamos decidido não mais ser amigos e deixar de nos falar, é que percebi a enormidade da situação. 
Ele não foi só o meu primeiro namorado, ele foi aquela pessoa a quem eu contava tudo e que me conhecia melhor que eu a mim mesmo... 
Fico triste, quando penso em todas as coisas que vivemos juntos, todas as coisas que partilhámos e que agora não vão existir mais. Mas a vida é assim: sempre para a frente.

9.11.12

Muito rapidamente:


  1. Tive 17.4 a Matemática! A primeira nota acima de 15 valores a Matemática, no secundário (triste, eu sei);
  2. Este fim de semana vai ser dedicado à Psicologia...;
  3. Estou a pensar se faço uma página para por a lista dos 112 livros (continuará a crescer) que quero ler antes de morrer;
  4. Estou a fazer um trabalho super interessante sobre a Ética na Manipulação da Fertilidade, que culminará num debate com a turma. Espero que seja enriquecedor [e o Google Chrome não aceita esta palavra] tanto para eles, como para nós. Ah, e que façamos boa figura e tenhamos uma boa nota!
Era só isto. =)

4.11.12

Podia publicar isto em várias partes, mas eu gosto de ser chato.

Eu sei que os posts ultimamente se têm resumido a músicas e a "opiniões" sobre filmes, mas a minha vida não anda lá muito interessante ultimamente e não acontece nada de especial... Vá, até vão acontecendo umas coisinhas, eu é que tenho preguiça!
Descobri recentemente que um tio meu traiu ou andava para trair a minha tia, aparentemente toda a família sabia, menos eu. Não sei no que resultou e, sinceramente, não tenho tempo para me importar com isso (eles ainda estão juntos e aquilo já foi há algum tempo, por isso...). O que mais me faz comichão era eu não saber de nada. Eu sei que passo muito tempo no quarto e assim, mas, fogo, uma coisa destas os meus pais poderiam ter conversado à mesa! Como esta situação há muitas outras e sou eu que passo sempre por não estar com atenção às conversas deles...
Prosseguindo, começámos a vender rifas, para angariar fundos para a viagem de finalistas. Qual Loret, qual Marina Dor, qual praia na Páscoa, quais bebedeiras, eu e um grupo de amigos decidimos organizar uma viagem a Londres, que será sempre mais interessante do que os destinos tradicionais em Espanha que nada têm a oferecer a jovens pouco interessados em discotecas e bebedeiras. Estamos a tratar das coisas por uma agência de viagens, para já, o preço está nos 360 euros, com passagem a aérea, taxas, seguro, estadia durante 7 noites e pequeno almoço incluído. Vamos ficar num hostel e, para já, somos 9. Meninos que viagem imenso, está caro? Ainda não decidimos bem o que vamos visitar, excepto o Madame Tussaud's e o Harry Potter Studio Tour (acho que é este o nome), depois estamos a ponderar umas visitas a Oxford + Warwick Castle + não-sei-o-quê... Vamos vender 900 rifas (ou 999, não me lembro) a 1 euro cada, pelo que dá 100 euros a cada um, mais coisa menos coisa, e o sorteio vai coincidir com o da Lotaria de Natal. Para além disso, vamos vender bolos no bar dos professores e fazer porta-chaves e afins para uma convenção de anime (a primeira!) na nossa cidade.
Com tudo isto da viagem de finalistas e do ter de poupar dinheiro, estou a ficar um pouco preocupado com o não poder ir a Lisboa nas férias do Natal, para matar saudades do meu namorado. Faz hoje exactamente um mês que ele veio passar um fim de semana prolongado à minha casa e parece que já se passaram 7 anos! Já falei com o meu pai e ele disse que logo se via... Deve estar à espera de notas, para decidir.
Ainda não recebi nenhum teste dos dois que já fiz, mas tenho razões para acreditar que vão ser boas, ou seja, ali para o 15 ou superior.
Este fim de semana, foi para estudar para Biologia. Aquilo é muito giro, mas é preciso decorar imenso... O que não me deixou tempo para ler quase nada, nem jornais e revistas, nem livros! Comprei a Visão na Quarta e ainda não a acabei, comprei o Expresso ontem e ainda não o comecei; encomendei um livro (em promoção, claro!) do Auster (Viagens no Scriptorium), mas ainda não acabei o Diário de Inverno, dele. Já para não falar que a Empire deste mês chega esta semana e que ainda não acabei a Super Interessante Especial sobre o Antigo Egipto; bem como as séries e filmes e novelas que tenho a acumular na box e que não tenho tempo para ver... Vá lá, que em vésperas de feriados e sextas e sábados, eu e a minha mãe vejamos sempre um filme, mas por cada filme que vejo, gravo dois ou três. Nem me vou por a falar dos trabalhos que tenho que fazer, tudo para o mesmo dia (hipérbole, mas vocês entenderam)...
Isto já vai longo, se queria fazer um post menos chato, o objectivo não foi cumprido.

P.S.: Nem sequer falei que provavelmente vou ter que fazer um teste genético. Afinal sempre tinha muito para contar, que até ficam coisas de fora!

Cinema em Casa #5

  1. Matrix. É um filme excelente! É o meu preferido dos três, mas nos outros dois estão as duas melhores cenas de luta! Neste, só mesmo a luta com o Morpheus. À parte disso, é colocada aqui uma questão filosófica muito importante: quanto deste nosso mundo é real? Ou seja, será que aquilo que vemos, tocamos, sentimos e cheiramos, é mesmo real, ou só existe dentro do nosso cérebro? (*****/*****)
  2. Matrix Reloaded. Aqui está a melhor cena de luta de toda a trilogia, no entanto o melhor filme é sem dúvida o primeiro.  A cena com O Arquitecto é fantástica, ele encarna ali uma espécie de Deus para aquele mundo, tentando contrabalançar o bem com o mal, nos dois lados da equação, para criar equilíbrio. Mas como há um Deus (que nem sempre se pode considerar sumamente bom), também há o seu oposto (tudo para existir um equilíbrio), que seria o Diabo (neste caso, o Oráculo e, também, nem sempre é maléfico). Mas o mundo não vive sempre em equilíbrio... Uma questão interessante levantada neste filme, foi também a questão do controlo: controlaremos nós as máquinas, se as pudermos desligar? (****/*****)
  3. Matrix Revolutions. Neste filme, está o 2º lugar do top 3 de melhor cena de luta, ou seja, a luta final entre o Neo e o Agent Smith. Mas a cena da invasão de Zion é um momento alto do filme. (****/*****)

Uma coisa que me ficou destes filmes, foi o Oráculo. Por exemplo, no primeiro filme, quando o Neo se encontra pela primeira vez com o Oráculo e este lhe diz para ele não se importar com a jarra, Neo vira-se à procura da jarra e acaba por partí-la. Se o Oráculo não lhe tivesse dito nada, será que Neo partia a jarra (aliás, é isto que o Oráculo lhe pergunta no final)? Como esta situação existem muitas outras ao longo dos três filmes, que são uma mina de ouro em questões filosóficas.

Curiosidades: os realizadores deste filme, os irmãos Wachowski (Larry e Andy) são agora Lana e Andy. Larry Wachowski, mudou de sexo em 2010.