2.4.12

Leituras do Mês de Março

Sinopse: 
Tendo como pano de fundo as polémicas eleições americanas de 2000, As Loucuras de Brooklyn conta-nos a história de Nathan e do seu sobrinho Tom. Divorciado e afastado da sua única filha, Nathan procura apenas a solidão e o anonimato. Por seu lado, o atormentado Tom está a fugir da sua em tempos promissora carreira académica e da vida em geral. Acidentalmente, acabam ambos a viver no mesmo subúrbio de Brooklyn, e juntos descobrem inesperadamente uma comunidade que pulsa de vida e oferece uma súbita e imprevisível possibilidade de redenção. 
Sob a égide de Walt Whitman, desfila neste livro toda a dimensão e multiplicidade de Brooklyn: os personagens típicos de bairro, drag queens, intelectuais frustrados, empregadas de cafés decadentes, a burguesia urbana, tudo isto sob o olhar ternurento que Auster lança da mítica ponte de Brooklyn, sem contudo deixar de orquestrar romances improváveis e diálogos hilariantes, e considerar experiências tão extremas como o casamento entre uma actriz pornográfica e um fanático religioso.
As Loucuras de Brooklyn é o mais caloroso e exuberante romance de Paul Auster, um hino inesquecível às glórias e mistérios da vida comum.

A minha opinião: 
Este livro é como é dito na sinopse, "um hino inesquecível às glórias e mistérios da vida comum". Fala de vidas comuns, de histórias de famílias normais, de casamentos, de divórcios, das banalidades do dia a dia e é bastante interessante por isso! Li metade do livro de um só fôlego e só não continuei a ler porque o tempo me faltou, caso contrário teria demorada muito menos tempo a acabá-lo.
Lê-se muito bem e é fantástico quando nos "perdemos" na vida das personagens, quando nos "perdemos" na sua história... Ás vezes pode parecer um bocado irreal, mas se virmos os programas vespertinos, vemos histórias muito semelhantes e também complicadas... 
Trata-se da história da vida comum, mas contada de uma maneira especial, com um tom irónico e, por vezes, mordaz; um livro inteligente.

Sabem o que aconteceu da última vez que um povo acreditou num arbusto (bush)?
Passaram 40 anos a vaguear no deserto. 
in As Loucuras de Brooklyn (Paul Asuter)

3 comentários:

um coelho disse...

Já leste Histórias de São Francisco? É que foi exatamente isso que eu pensei, nos programas vespertinos.

AdamWilde disse...

Ainda não, mas Paul Auster vai ser um autor em que vou querer ler tudo dele!

AdamWilde disse...

Ok, agora que fui pesquisar pelo livro é que vi que não é de Paul Auster xD