22.2.12

Uma pequena dúvida que tenho teste amanhã...

Como, raio, é que Descartes prova que o mundo físico (as realidades físicas) existe?
É que o livro é mais confuso que o meu professor e, sinceramente, já não me lembro o que ele disse...

4 comentários:

Molteir disse...

O Descartes passa da ideia de que eu penso logo existo, para acreditar que se eu existe, e esta ideia é inata, algo a deve ter lá posto, e portanto Deus existe. Deus existe porque a sua própria definição confirma-se. E por fim, se Deus existe, e é perfeito, e é bom, então a realidade existe, porque Deus seria maléovolo se criasse uma falsa realidade.

Lobo Solitário disse...

Estás a ler o Discurso do Método? Boa sorte.
Sorry mas só me lembro vagamente da parte em que o Descartes fala sobre Deus, foi a mais interessante, sem contar com o método científico.

Mr. Lekker disse...

A segunda certeza, a de que Deus existe, vem garantir que os dados que nos chegam pelos sentidos e nos parecem verdadeiros, o são de facto, não resultando portanto da obra de um génio maligno que obteria prazer em nos enganar. Como é que Descartes "prova" que Deus existe? Pela ideia de perfeição. Depois de se obter a primeira certeza ("Cogito ergo sum" - Penso, logo existo), e ao procurar outras certezas para além dessa (e evitar portanto o solipsismo), surge-nos na nossa mente a ideia de perfeição. Ora nós, enquanto seres imperfeitos, não poderíamos ter concebido tal ideia. Por isso, esta ideia terá sido colocada em nós por um ser, necessariamente, perfeito. Este ser seria então Deus. Ora se Deus é perfeito, terá que ser bom, e por isso podemos então confiar na verdade dos dados que nos chegam pelos sentidos. Descartes afasta assim, definitivamente (na sua perspetiva), a possibilidade de um génio maligno e enganador.

Max disse...

Duas coisas:

- Depois de Descartes ter deduzido Deus e chegado à conclusão que a Matemática é verdadeira ele questiona-se: Mas não será a Matemática uma mera ficção?
Resposta dele: Não! Porque Deus nunca nos enganaria e nunca nos daria uma ficção como verdade. Então mas se a matemática é verdade tem que ser verdade de alguma coisa, pois tudo o que é verdadeiro tem que ter um objecto onde se aplique. E então Descartes gerou um mundo matemático constituído por formas geométricas que encaixam e intercalam-se entre si colocando assim o mundo em funcionamento. Este mundo tem três características primárias quantitativas, é extenso mutável e flexível (MECANICISMO).
Assim ele conseguiu definir um mundo e dar atribuir-lhe características.
- Outro facto que complementa o que foi dito acima é nós estamos constantemente expostos a sentimentos e sensações que estão fora da nossa vontade.
Assim Descartes conseguiu justificar um mundo fora de si, mas não conseguiu atribuir-lhe características.

Estas duas conclusões complementam-se entendes?