1.1.12

A Tristeza do Novo Ano


Wow! 2012… Aposto que quem nasceu há um tempo consideravelmente grande, imaginava que este ano seria o futuro como nós o imaginamos hoje, cheio de máquinas voadoras, tecnologia altamente sofisticada e muitos néones e descobertas de planetas com vida e de migrações interplanetárias. Em suma um futuro muito mais emocionante do que aquele que estamos a viver agora.
Não gosto de passagens de ano primeiro, porque tenho sempre elevadas expectativas que nunca conseguem ser igualadas, quanto mais superadas, segundo, porque no início de cada novo ano (à semelhança do que aconteceu com o ano que passou e com o outro…) o início do velho ano me parece absurdamente perto, como se entre estes dois dias não se tivessem passado outros 365 e muitas vivências, mas apenas um.
Esta segunda razão é, aquela que me deixa mais preocupado: parece que a minha vida, os meus melhores anos, a minha (réstia de) inocência…, me estão a fugir por entre os dedos e que daqui a três ou quatro semanas morrerei, com 46 anos e sem saber como lá cheguei. Talvez esteja a viver o futuro com que sonhe hoje, ou talvez esteja a viver um futuro tão pouco emocionante como este, mas o que é certo, é que tenho a vida a escapar-me e tenho de a aproveitar enquanto é tempo, porque depois é tarde demais!
No entanto parece-me que este será um ano demasiado longo para se conseguir ultrapassar, mas espero estar errado!

Feliz 2012 a todos.

2 comentários:

Ikki disse...

Feliz 2012 também para ti!
E não estás sozinho, também não sou um fã de "passagens de ano". No final significam apenas menos um ano das nossas vidas! :) Mas é boa, pelo menos, a ideia de começar um novo ano, recomeçar de novo, com novos objetivos.
Bom ano!

um coelho disse...

Lol, em todos os momentos achamos sempre que estamos a perder os melhores anos da nossa vida. Isso nem sempre é assim, e tu estás numa fase em que o que fizeres agora vai condicionar o resto da tua vida. Se há alguma altura da vida em que tens de estabelecer objetivos rigorosos, acredita Adam, é agora.