28.1.12

Insanidade


Era assim que eu me sentia na última semana de aulas do primeiro período:

Tac! Tac! Tac! O giz batia no quadro com quanta força ela tinha e o som ressoava na sala, ou pelo menos na minha cabeça.
Tac! Tac! Tac! Tenho a certeza que a mulher, gorda, velha e papuda não sabia como as minhas entranhas se estavam a contrair para não gritar! E o tac, tac, tac continuava…
Parou. Desta vez, a mulher gorda, velha e papuda começou a falar: a sua voz era estridente e irritante, ecoava na minha cabeça e por lá se demorava; parecia não saber onde era a saída. Isso e o TAC! TAC! TAC!, que começava novamente com mais intensidade e com mais rapidez, e também as minhas entranhas se contraiam com mais intensidade e a minha cabeça doía mais com o ressoar do giz, dentro daquela gizeira azul, a bater na ardósia negra e aquele som estridente que saía da boca dela.
Não, não me faça mais isto, imploro-lhe, pare… Pare. PARE! Pare por amor da santa!
Mas o giz continuava na sua batalha contra a ardósia, branco contra preto, bem contra mal, metal contra metal; e a luta continuava e a minha cabeça doía e nela ainda ressoavam os restos da batalha, mesmo depois de esta acabar!
Chega, sua velha bruxa! Chega, deixe-me sair, devolva-me a minha liberdade, devolva-me a minha sanidade, chega deste inferno, não consigo mais…
Desisto.

3 comentários:

Anónimo disse...

A professora de Mat não vai gostar de ler isto...

jl disse...

a stora e bastante porreira :)

tiff * disse...

amei (x