3.11.11

Hey, hey, ontem vi um filme

"Os Substitutos" (2009)


Quem espera um filme de acção do género "Terminator" (porque ambos falam de robos a substituir/imitar humanos) pode perder a esperança porque não é disso que se trata neste filme.
Aqui temos representada a luta pela sobrevivênvia humana enquanto humanos e, do outro lado, temos a evolução em forma de "substitutos" que são robos que impedem que os humanos que os controlam (a partir de casa) não se magoem, adoeçam, sejam violentados... Acontece que os "substitutos" são uma versão melhorada de cada um, podendo não corresponder ao verdadeiro aspecto de cada um, nem ao verdadeiro sexo... É uma mentira!
É representada a sociedade a viver, conscientemente, debaixo de uma máscara onde toda a gente é perfeita, mas por baixo da máscara estão pessoas fragilizadas.
O filme desenrola-se um pouco depressa e a acção propriamente dita está espalhada ao longo do filme, em pequenas quantidades, pelo que parece que não acontece nada.
No entanto, este filme cumpre na mensagem que quer passar: um aviso sobre a nossa relação com as máquinas e a nossa dependência para com elas, mas sobretudo o importante que é o convívio com pessoas de carne e osso. 
Aconselho.


É engraçado: As "lojas dos chineses" foram substituidas por lojas onde se podem comprar "substitutos" simples e baratos; os salões de beleza tratam agora do aspecto exterior das máquinas!


No final há que reaprender a viver sem intermédio de uma máquina, em todas as tarefas...

1 comentário:

sad eyes disse...

qq "alegoria" sobre as mudanças na sociedade e no ser humano fica muito aquém do "admirável mundo novo" de aldous huxley.