1.8.11

Darkness


Saí á rua.
A escuridão abatera-se sobre o mundo, as ruas estavam desertas e sombrias. Este não era mais o mundo colorido e alegre que eu outrora conheci...
Vagueei pelas ruas durante uma hora e não encontrava ninguém, pareciam estar todos escondidos nas sombras e eu era o único que caminhava na escuridão: perdido e abandonado.
Parecia encontrar-me num palco, onde todos eram actores e fingiam ser quem não eram, porque ali nada do que parecia ser era: sombras que me perseguiam e não eram mais que manchas no chão; uma cabeça de cabelos brancos e encaracolados, perdida no ar que não era mais que um gato branco enroscado em si mesmo… Era tudo falso, tudo estava ali para me enganar e me fazer acreditar que eram o que diziam ser, o que fingiam ser; e andavam sempre á minha volta.
Ao longe, no horizonte, a escuridão estava a levantar e dava lugar, agora, a pequenos raios de Sol.
Pelo menos, pensei, a luz vai fazer com que todos deixem cair as suas máscaras de modo a que não possam fingir mais…



1 comentário:

Hugo disse...

O problema é quando vês por debaixo da máscara, mas ela não cai!