16.7.11

Fim

O fim da saga Harry Potter veio-me abrir os olhos... Veio-me fazer ver que nada é para sempre e que tudo tem um fim que, por mais que nos custe, é inevitável!
Mas por mais inevitável que esse fim seja, nem sempre nos lembramos dele e acabamos por desperdiçar tempo, sem aproveitarmos de facto todos os momentos que nos são possíveis aproveitar. Não é à toa que se diz que cada dia deve ser vivido como se fosse o último, como também não é à toa que os Radio Macau cantam que "amanhã é sempre longe demais"; dizem-no e cantam-no porque é a verdade e porque deve ser praticado! Mas todos nós vivemos com a absurda e irreal ideia de que vamos viver para sempre, de que mais tarde haverá tempo para pedir desculpa, para esclarecer as coisas ou simplesmente para falar... Não vai haver tempo, mas nunca o há!
Cada dia vivemos mais rápido, cada dia temos mais coisas a fazer e menos tempo. Mas tudo tem um fim...
No entanto, não defendo a ideia de que não vale a pena fazer nada, de que não vale a pena lutar pelos nossos sonhos, pelo nosso amor; defendo, sim, a ideia de que devemos estar consciente do fim de todas as coisas, pessoas e relações para que possamos tornar cada momento melhor, para que possamos parar de nos importar com coisas sem importância, para que possamos dizer que não foi em vão...
Porque no fim, não me quero arrepender de não ter feito ou dito isto ou aquilo... No fim, quero pensar que tudo o que estava ao meu alcance foi feito.

3 comentários:

Bruno disse...

Boas.

Claro que tudo tem um fim! Eu tenho 22 para 23 anos e o meu tio bisavô morreu há um mês atrás com 94 anos, morreu de morte natural e de velhice, nunca teve uma doença grave! Nunca bebeu alcool, nunca fumou e nunca consumiu nada de perigoso. Ele viajou muito, gozou cada momento como se fosse unico! Ele só deixou de viajar aos 85 anos, mas até lá sempre aproveitou. Ele nunca se casou, e só teve uma unica relação séria na vida e viveu com uma pessoa durante cinco anos em união de facto e teve um unico filho há quase 66 anos atrás. Mas ele aproveitou bem a vida e nunca teve doenças graves e morreu de velho aos 94 anos. Era tio avô da minha mãe, irmão mais novo do pai da minha avó paterna, esse morreu com 90 anos acabados de fazer, tinha eu 6 para 7 anos e lembro-me dele. A minha avó materna tem quase 80 anos, actualmente e o meu avô, ex-marido dela tem 82. Já o pai do meu pai é viuvo há mais de 10 anos (a minha avó paterna morreu de cancro aos setenta e poucos anos) e tem 86 anos e faz a sua vida normal, já com algumas dificuldades.

Só te falei nas idades destas pessoas e fiz-te estas descrições, pois acho que tu que ainda nem 16 anos tens devias era pensar que tens uma longa vida pela frente que ainda nem começou. Estou falar pra teu bem, pois é muito cedo pra se falar em fim quando ainda nem se começou.

abraço, fica bem!

Bruno disse...

Bom, com o eu te disse na mensagem anterior, sou 7 anos mais velho que tu e curto a vida, começei a trabalhar há pouco tempo e espero viajar muito, ir a festas, conhecer várias miudas giras mas o facto de estares com esse pensamento de que tudo acaba e isso, faz-me sentir velho, mesmo tendo vinte e poucos anos, tu nem 16 ainda tens.

Bem, encara isto como critica construtiva, amigo!

Patrícia, 25 anos disse...

Olá Adam!

Um primo direito de uma bisavó minha (ele era 10 anos mais novo que ela) morreu no ano passado aos 97 anos. Nunca fumou, nunca bebeu alcool e teve sempre hábitos de vida saudáveis e praticava desporto com regularidade. Ele praticava natação por lazer e exercitava-se no ginásio uma vez por semana e ainda quando o meu pai era miudo jogava à bola com ele na praia. Ele foi um bon vivant que viajou muito e teve algumas namoradas, não muitas, mas uma delas foi por um longo periodo de tempo e teve uma unica filha que tem hoje 69 anos, ele nunca se comprometeu a sério com alguém e a relação com a mãe da filha só durou quatro anos, nem chegaram a casar-se oficialmente. A senhora está hoje em casa da filha e tem 94 anos, e a sua saúde está frágil. Esse primo morreu de velhice e só aos oitenta e muitos anos é que começou a ter problemas de ossos e mais dificuldades de locomoção. E olha que ele foi homem para fazer umas noitadas mas depois recuperava bem os sonos e nas férias de Verão fazia muita praia, tanto que o meu pai e ele eram grandes companheiros de praia quando ele era miudo, adolescente e no inicio da idade adulta, e esse primo da avó do meu pai tinha mais quarenta e poucos anos do que ele.
E conforme te disse, só aos oitenta e muitos começou a ter hernias e grandes problemas de ossos, a andar devagarinho e andar com auxilio de bengala, mas nunca andou de cadeira de rodas, foi sempre rijo!

Desculpa este testamento mas era para te dar um testemunho de como um homem da minha familia chegou muito bem aos 97 anos razoavelmente bem e de repente apagou-se depois de ter gozado bem a vida.

beijinho

Patrícia