30.7.11

Eu espero que as pessoas não pensem que não tenho amigos por me verem muitas vezes sozinho... Eu tenho amigos, mas também gosto de estar sozinho.

25.7.11

25 de Julho de 2009

Hoje, á dois anos atrás, começava a minha jornada para tornar este "fardo" de ser gay, mais leve: contei á minha melhor amiga que era gay. Pode parecer insignificante, mas para mim foi tudo nesse momento; havia já algumas semanas que andava a tentar perceber as coisas acumuladas desde sempre, mas estive sempre sozinho durante esse tempo, até que ganhei coragem e lhe contei...
Ela disse que aceitava bem e que não era isso que nos ia afastar. E se esta revelação serviu, foi para nos tornar ainda melhores amigos do que já éramos e fazer com que cada um de nós tivésse um pilar nos momentos em que nos iamos a baixo (apesar de eu achar que falhei com a minha parte, em certas alturas...mas ela fez um belíssimo trabalho e, portanto, obrigado por tudo).
Os tempos que se seguiram, foram muito conturbados aqui em casa... Alguns dias depois (4 de Agosto) contei aos meus pais e eles reagiram mais ou menos, na altura, mas depois foi havendo alguns desenvolvimentos, negativos de vez em quando, que me deixavam bastante deprimido... No entanto hoje, penso que está tudo bem e até irei apresentar o meu namorado à minha mãe (não deixo de reparar que estas datas ficam cá sempre gravadas!).
Olhando agora para trás, vejo claramente que ser gay não foi algo que "aconteceu" durante a pré-adolescência, foi algo que nasceu comigo (ou então aconteceu depois dos meus 5 anos, uma vez que não tenho memórias disto para trás...), senão vejamos:

  • lembro-me de ver uma novela com a minha mãe, na SIC e que era brasileira, em que um avião tinha caído numa tribo de indígenas (acho eu) e os que iam abordo do avião passaram a usar as vestes dos senhores da tribo... Que era simplesmente uma pouca de palha a tapar as partes íntimas! Isso deixava-me louco, porque eu queria ver por detrás disso, especialmente num homem que lá estava que era mesmo lindo e bem constituído fisicamente;
  • lembro-me também (e quem não se deve lembrar) do rabo do "Pipo" a primeiríssima série dos Morangos com Açúcar... Era algo simplesmente lindo de se ver e o rapaz era, então, um jovem tão fofo!
Tendo eu quase 16 anos, façam as contas e vejam à quantos anos isto não foi...

P.S: Estou á espera de comentários de puro ódio neste post, mais do que em todos os outros, uma vez que fala daquilo que fala... Mas guardarei um post para dissecar alguns comentários de puro ódio (e anónimos, mas era preciso dizer?) que acabam por cair no rídiculo de tantos erros ortográficos e da mensagem que está subentendida.

16.7.11

Fim

O fim da saga Harry Potter veio-me abrir os olhos... Veio-me fazer ver que nada é para sempre e que tudo tem um fim que, por mais que nos custe, é inevitável!
Mas por mais inevitável que esse fim seja, nem sempre nos lembramos dele e acabamos por desperdiçar tempo, sem aproveitarmos de facto todos os momentos que nos são possíveis aproveitar. Não é à toa que se diz que cada dia deve ser vivido como se fosse o último, como também não é à toa que os Radio Macau cantam que "amanhã é sempre longe demais"; dizem-no e cantam-no porque é a verdade e porque deve ser praticado! Mas todos nós vivemos com a absurda e irreal ideia de que vamos viver para sempre, de que mais tarde haverá tempo para pedir desculpa, para esclarecer as coisas ou simplesmente para falar... Não vai haver tempo, mas nunca o há!
Cada dia vivemos mais rápido, cada dia temos mais coisas a fazer e menos tempo. Mas tudo tem um fim...
No entanto, não defendo a ideia de que não vale a pena fazer nada, de que não vale a pena lutar pelos nossos sonhos, pelo nosso amor; defendo, sim, a ideia de que devemos estar consciente do fim de todas as coisas, pessoas e relações para que possamos tornar cada momento melhor, para que possamos parar de nos importar com coisas sem importância, para que possamos dizer que não foi em vão...
Porque no fim, não me quero arrepender de não ter feito ou dito isto ou aquilo... No fim, quero pensar que tudo o que estava ao meu alcance foi feito.

15.7.11

Until the very end!

Acabado de chegar do cinema, só posso dizer que o último filme do rapaz que sobreviveu, Harry Potter e os Talismãs da Morte, é extremamente FANTÁSTICO!! Até o meu primo que não era fã da saga vibrou com este último filme e, até eu que não costumo chorar em nenhum filme, chorei...
Mas não pensei que é uma coisa muito lamechas que é só para chorar, não; tem os seus momentos de choro, mas também tem os seus momentos de riso (e que foram bastantes e muito bons)!
Foram 10 anos da minha vida... =)

P.S: Foi giro ver as pessoas que se surpreendiam com certas coisas... Nota-se que não leram o livro.
P.S: Domingo, vou começar a ler a saga toda, desde o princípio!...

14.7.11

Achei bastante interessante... ;)


Deprimidos, mas com pinta
Calças de ganga azuis, t-shirt, polo ou camisa básicos em tons de branco, preto ou azul, sapatos pretos ou castanhos, ténis básicos. E não fogem muito disso.
Podemos fazer um exercício: no metro, ou no autocarro, contem quantos homens com pinta encontram. Vão ver que são quase nenhuns. Outro exercício: quando chegarem a casa, tentem recordar imagens de homens com quem se cruzaram nesse dia, que vos tenham prendido a atenção. A menos que tenham passado pelo Chiado, o mais provável é mesmo não se recordarem de nenhum.
Sinceramente, encontro duas razões para isto:
A primeira é a ausência absoluta de sentido estético, o que não é grave. Homens e moda são coisas que não combinam muito bem, e os senhores preferem quase sempre a coisa mais confortável e que não comprometa a uma pecinha mais arrojada. A ideia é vestir qualquer coisa que não choque à vista e que cumpra com o que se espera de um homem. No fundo, algo que não envergonhe, não gere comentários, passe completamente despercebido.
A segunda é mais grave: preconceito. E para falar disto recupero uma história que se passou comigo há dias. Vinha da praia com o meu filho no carro. Estacionei à porta de casa, ele saiu da cadeirinha, pu-lo no passeio, dei-lhe a mão e atravessámos a estrada. Ao longe - aí a uns 100 metros - vinha uma moto, relativamente devagar. Atravessei, sempre de mão dada com o miúdo. De repente, a moto começa a acelerar, mas aquele acelerar de fazer chiar pneu. Olhei para o lado e, mesmo tendo mais do que tempo para atravessar a estrada, disse ao miúdo para corrermos. E assim foi. Passados uns segundos, a moto passou por nós e só ouvi o condutor a gritar: "Corre, meu grande paneleiro".
O meu primeiro instinto foi pensar que era algum amigo meu, no gozo. Mas aquela voz era demasiado agressiva, num tom quase de raiva. E depois percebi. Eu ia de calções vermelhos, alpercatas às riscas, T-shirt às riscas e chapéu de palha na cabeça. Para aquele animal, isto só podia ser roupa de paneleiro. Nem mesmo o facto de ir com uma criança pela mão o levou a achar que pudesse ser outra coisa qualquer.
Mas, na verdade, existe muito este preconceito, o de que um homem que se vista com estilo, ou de forma diferente, é gay. Se calhar, porque a maioria dos gays que conheço têm, de facto, muita pinta - têm a tal preocupação estética, preocupam-se com a imagem, usam roupa com cor, gostam de seguir tendências.
Só que cada vez mais isto é, também, sinónimo de urbanidade, e não de paneleirice, como muitos homens acusam. As mulheres gostam de ver um homem com pinta. A ideia do peludo, porco e maltrapilho já não convence ninguém. E a verdade é que os que pensam assim - de que homem não pode preocupar-se com a estética, senão é gay - estão a agir como os irredutíveis da máquina de escrever, que sempre negaram o uso do computador.
E aqui entram as mulheres. Sim, vocês têm um papel nisto, não se esquivem.
Lentamente, tratem de começar a dar umas dicas aos vossos homens sobre o que usar e o que não usar. Deitem fora aquelas peças insuportáveis. Mostrem-lhes recortes de revistas com combinações engraçadas, expliquem-lhes que calças vermelhas ou verdes podem ser uma coisa alegre e que torna a aparência mais jovem.
Já que temos de andar deprimidos por causa da crise, ao menos que sejamos deprimidos com um bocadinho mais de pinta.

Os homens portugueses vestem-se, regra geral, sem gracinha nenhuma.
Fonte: O Arrumadinho 

Porque voltei a ver a 1ª série de Morangos com Açúcar...






...deixo-vos aqui esta coisa tão fofinha! 

Adoro-lhe o sorriso... e não só!

8.7.11

Uma vez que há por aí pessoas que conseguem fazer uma análise à personalidade dos autores de cada blog e críticar e blah, blah, blah sem conhecer de lado nenhum, eu gostava de saber o que é que acham de mim...
Não é por nada é só para eu não me andar a enganar a mim mesmo a pensar que sou boa pessoa e depois me desiludir um dia mais tarde quando já não há volta a dar.
Não me querem fazer esse favor? =)

7.7.11

Harry Potter

Acabei de ver a premiere do Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte II e foi tão boa, tão perfeita, tão emotiva!!


“Whether you come back by page or by the big screen, Hogwarts will always be there to welcome you home.”  
J. K. Rowling

LGB and what about the T?

Estive a ver, na RTP1, a reportagem "Finalmente Mulher" e achei bastante interesse até porque é um assunto onde, admito, sou bastante ignorante!
Entretanto surgiram-me algumas questões, as pessoas que nascem no corpo gostam de pessoas de que sexo?
Do género, a Patrícia (a transexual da reportagem) gostava de rapazes, mas e se gostasse de raparigas enquanto ainda tivesse o corpo de rapaz?
O Edu diz que se assim fosse essa pessoa não faria a operação porque teria que passar por discriminação a dobrar... Até faz sentido, mas viveria o resto da sua vida sentindo-se mal com o seu corpo?
Nestes últimos tempos, e mais do que nunca, tem se falado no difícil processo que é mudar de sexo... Tem-se dado a conhecer inúmeros casos onde se vê que o processo é bastante complicado envolvendo desde a parte psicológica até à parte física (como é óbvio) mas no final, o resultado é o combinar de uma preparação tanto emocional como física; um processo bastante doloroso. Tem-se mostrado que o apoio familiar é bastante importante, ter um pilar para apoiar naquele momento bastante complicado que envolve bastantes mudanças... Mas não se fala de quem é que esses transexuais (e o google chrome não reconhece a palavra...) gostam.
Eu vi um caso de uma mulher que esteve casada com um homem e teve, até, uma filha... Mas não se sentia bem no seu corpo, não se encaixava ali, o seu corpo gritava mulher e o cérebro gritava homem mais alto. Entrou então no doloroso processo da mudança de sexo... E depois de concluído, o agora, ele vai-se apaixonar por um homem ou por uma mulher?

(Espero que tenham conseguido perceber e que me consigam esclarecer)

3.7.11

Twitter moment II

Ás vezes sinto-me impotente... Nunca sei o que dizer/fazer quando os meus amigos precisam de mim.

2.7.11

Hoje estive a falar com a minha mãe... Já à muito que não falávamos deste tema, pelo que as minhas ideias quanto ao que ela pensava estavam "desactualizadas". 
Falamos sobre o facto de eu ser gay, do meu namorado e das outras pessoas saberem que eu sou gay... 
Disse-lhe que muita gente na escola já sabia, que comentavam nas costas, mas que eu não me importava porque não vinham ter comigo e falavam na cara. Ela disse que só não me queria ver por aí caído, deitado abaixo pelos comentários homofóbicos que poderia ouvir, mas eu contrapus dizendo que tinha bons amigos que me iriam apoiar sempre!
Quanto ao meu namorado... Logo falamos sobre isso =) 

Hoje estava a ver televisão e estavam a falar de Paris... Lembrei -me que o meu namorado estava lá e quase estive para falar.
Mais tarde, ao falar dos jogos do Facebook, lembrei-me que ele jogava um jogo do género Pictionary e quase estive para dizer: "o meu namorado jogava um jogo tal e tal"... O que saiu foi "um colega meu...".

I feel bad... And I miss him so much!

1.7.11

Twitter moment

Uma vez que eu disse que não ia publicar comentários anónimos, começaram a por nomes: Isaías, Manuel António... Bahh, anónimos.