27.12.10

Há uns dias atrás, decidi ver umas fotografias que tinha guardado no computador. Foi como abrir um velho e empoeirado álbum de fotografias, mas senti um certo distanciamento… a era digital estragou essa parte, mas isso é outra história.
Falava eu sobre umas fotografias… Esses pedaços de papel (costumavam ser…) onde existem momentos condensados, palavras suspensas no ar, sentimentos congelados… Tudo à espera do olhar atento de alguém, para que se possam libertar os momentos, as palavras, os sentimentos e a nostalgia nos invada o corpo.
Mas nem sempre a nostalgia é boa… Vemos as fotografias, olhamos para aqueles rostos felizes e ingénuos – se ao menos eles soubessem o que o futuro lhes tinha reservado… -, vemos o passado e olhamos para o presente. O que mudou?
Tudo!
Tudo mudou desde essa fotografia, desde esse momento condensado. A da esquerda mudou muito ao ponto de mal tratar aquele a quem nesse momento se abraçava… O rapaz ali ao meu lado foi da mesma forma influenciado e mudou; outrora grandes amigos, não passam de pessoas que mal se vêem e que mal se falam…
E assim é o mudo: em constante mudança.
Quem não aceita essa mudança ou tem dificuldades em a ultrapassar não conseguirá sobreviver…
No entanto, aqui estou eu…
A divagar sobre o passado, sempre!

A.W.

1 comentário:

Francisco disse...

Profundo e bonito, gostei bastante.
Parabéns, escreves muito bem.